terça-feira, 13 de agosto de 2013

Décimo Capitulo.

-O Ricardo é meu amigo, e o único que tá sozinho é o Luan que é amigo dele, e se ofereceu pra levar a gente.
-Que droga! - respondi nervosa.
Ela riu, e me puxou fazendo andar até eles onde eles estavam conversando.

Narrado por Luan. 

Já tava pensando em ir embora mesmo. Essa noite já deu o que tinha que dar, olhei as horas no celular e passava das duas e meia da manhã, quando vi a amiga da marrentinha se aproximando da gente.
-E ai Ricardo, pode me ajudar?
-Que foi? - ele olhou confuso.
-Você pode dar carona pra mim e uma amiga minha?
-O que tá rolando?
-Perdi a chave do meu carro no meio daquela confusão, e não achamos outro jeito de ir embora!
-Tá, tá mas meu carro ta cheio. - ele sorriu maliciosamente apontando com a cabeça paras as putas as mulheres que ele ia levar.
-Nossa você nunca me ajuda. -ela revirou os olhos e eu observava aquilo tudo calado.
-Relaxa, o meu parceiro ai pode levar vocês, ele ta sozinho mesmo. - riu apontando pra mim com a cabeça.
-O que? - franzi o cenho.
-Leva elas cara custa nada! Se eu não tivesse tão ocupado. - disse beijando uma loira que o acompanhava.
-Ta me vendo com cara de motorista agora?
-É Rafa leva elas custa nada. - Dudu falou rindo imitando voz de mulher.
-Olha só não precisa mais não tá! - disse brava e foi saindo.
-Beleza, eu levo!
-Já falei que não precisa mais!
-Deixa de frescura, chama logo sua amiga e vamos.
Ela bufou com raiva e foi buscar a mimadinha, enquanto eu olhava pra aqueles merda que riam da minha cara, tava com vontade de estourar os milos deles, passou um tempo elas voltaram, peguei a chave do bolso e sai, elas me acompanharam até o carro. Destravei os alarmes, e entrei. Renata entrou mas a garota resolveu implicar e ficou para batendo o pé.
-Que foi agora? - tentei manter a calma.
-Idiota, nem pra abrir a porta você serve! Onde tá seus modos? - ela abriu os braços ironicamente.
Ri alto com aquilo, Renata fez o mesmo só que mais contida, não acredito que a princesa tava esperando eu abrir a porta ela entrar? Que isso mano.
-Garota entra logo nesse carro, e deixa de piti.
-Você é um jumento mesmo! - ela abriu e sentou no banco ao meu lado cruzando os braços, ri pelo nariz e saímos dali. Renata indicou onde era sua casa, deixei ela lá, mas antes de entrar ela engatou uma conversa sem fim com a marrentinha mimada, que mais uma vez relutava porque a carona era minha. Depois de um tempo, de apertar muito a busina nervoso, ela entrou no carro.
-Você não cansa de ser grosso não? - me olhou com impaciência, liguei o carro e saímos dali não respondi e foi assim todo o trajeto o bairro dela era um pouco longe, paramos no sinal e ela ligou o rádio aumentando o volume, revirei os olhos irritado mas não falei nada, queria acabar logo com isso e ir pra casa, olhei no painel do carro e a gasolina tava acabando, andei mais um pouco até achar um posto para abastecer.
-Vou ali no café, e você não sai daqui!
Ela olhou em volta viu que só tinha nós, e o funcionário do posto abastecendo, abraçou os braços com medo e confirmou com a cabeça. Peguei meu boné coloquei pra trás e fui, peguei uma vodka, e umas outas coisas aí, mas enquanto eu esperava ser atendido, chegou duas Lamborguines do lado da minha Ferrari, vi de relance pelo vidro da porta uns caras lá dentro, dei uma nota de cem e disse pra atendente ficar com o troco, sai dali depressa, quase arrebento a porta véi, tomei um gole grande da bebida e joguei o resto longe, até que cheguei onde eles estavam.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Nono capitulo.

Narrado por Rosie.

"Não é lugar pra criança não" repeti isso na minha cabeça, garoto debochado, tá pensando que é quem pra falar comigo desse jeito?! Estragou minha noite completamente, mas que droga, olhei para a Renata que me encarava como todos a minha volta, mas assim que me encostei no carro ao lado, passei a mão no cabelo. mais calma desviaram olhares. É, já não era mais o centro das atenções.
-Renata vamos embora, já deu. - me recompus, apesar de tá um pouco tonta.
-Fazer o que? Essas merdas resolveram estragar a noite.
Revirei os olhos com seu tom de raiva e desânimo.
-Aquele idiota!
-O Marcelo? Ele é legal, só tava bêbado, ele é louco...aliás você também tá.
Ela riu.
-Tô o que?
-Bêbada.
-Só to me divertindo e o idiota que me referi é aquele ali. - apontei com a cabeça pra ele que se divertia com a galerinha dele, ela olhou e riu também.
-Aff!
-Ai cadê seu carro? Vamos logo Renata, cansei daqui. - desencostei do carro e a olhei com impaciência.
-Tá ali, deixa eu pegar as chaves...
Avistei o carro la do outro lado, enquanto ela procurava as chaves na bolsa, andava com dificuldade, mas conseguia manter o foco, chegamos no carro e nada dela achar as benditas chaves.
-Onde tá essa merda? Ver se não tá na sua bolsa amiga!
Peguei minha bolsa, e nada da tal chave.
-Não ta aqui, ai olha de novo Renata, talvez você não procurou direito, olha o tanto de bolso que tem aí! - apontei para sua bolsa impaciente.
Ela procurou tirou todas as coisas de dentro, jogou em cima do capô do carro, e nada da chave, já estava nervosa, era só o que me faltava.
-Pronto! E agora o que fazemos?
-Deve ter caído com aquela confusão toda! - ela passou as mãos no cabelo impaciente.
-Calma, pegamos um táxi!
-Táxi? Uma hora dessas? Olha onde a gente tá Rosie!
Bufei nervosa, realmente onde a gente tava era completamente deserto.
-Espera, vou conseguir carona pra gente.
-Não! Eu vou ligar pro James, ele vai vir buscar a gente. - peguei o celular, mas estava sem bateria, pronto hoje com certeza não era minha noite.
Revirei os olhos.
-Que foi?
-Celular sem bateria. -murmurei desanimada.
Nos encostamos no carro, com cara de quem esperava um milagre.
-Ai vou ver se acho alguém para levar a gente, espera.
Assenti com a cabeça, ela saiu, fechei os olhos  sentindo um pouco da tontura, bebi demais aquilo ia me fazer muito mal no dia seguinte. Depois de uns dez minutos ela voltou sorrindo.
-Achei amiga, vão dar carona pra gente!
-Aleluia, quero ir embora logo, e o seu carro?
-Vamos, amanhã mando rebocar ele.
Ela me ajudou a andar, apoiando sua mão no meu ombro, fomos andando, não importa quem ela arranjou pra levar nós, eu queria sair dali, somente. Chegamos onde tinha umas pessoas bebendo, minha visão tava um pouco embaçada, mas quando vi era que ia levar a gente minha raiva subiu.
-Se você tivesse dito que era essa criatura que ia levar a gente, eu não tinha vindo até aqui! - puxei seu braço, ela parou e me olhou.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Oitavo Capitulo

Narrado por Luan.

-Meu já viu quem tá aqui?
-Quem? - arquei a sobrancelha encarando Dudu.
-A filha do governador...e vamo combinar que ela tá gostosa pra caralho!
Ele riu malicioso, voltei a olhar ela, e dessa vez tava bem mais solta, bebendo, dançando, sempre tive uma imagem dela de como a filhinha do papai, mas ali parecia outra pessoa, tava um mulherão.
-Pode crer. - respondi dando nenhuma importância a isso.
Depois de um tempo, voltei a observar ela agora dançava em cima de uma pick up com mais três garotas, os caras rodeavam ao monte, olhavam com cara de quem ir comer com os olhos, dançava, rebolava conforme a música, começou a tocar "Dont You Worry Child" , me ajeitei melhor no capô do carro enquanto revirava um gole da vodka na minha garganta, ela dançava alucinadamente, rebolava muito, tinha cara que dava tapinhas na bunda dela, eu acho que aquela ali já tava bêbada, me incomodei um pouco com a situação sei nem porque. Quando um cara começou a puxar ela, dançavam mais perto um do outro, mas quando ele propôs mais investidas, ela recuou, então ele começou a foçar-la, puxava, até que tirou lá de cima e prensou no carro, a outra amiga nem ligava, era outra bêbada também, não pensei duas vezes e fui até lá.
-Meu irmão solta ela!
Ele parou de agarra-la e me olhou ela fez o mesmo.
-Não tá vendo que a gente ta se divertindo? Ah rala daqui! - ele segurou o braço dela forte.
-Solta tá doendo!
-Cara já falei...larga ela. - alterei a voz.
-Que é? Vai fazer o que?
-Isso! - fui com tudo e dei um soco certeiro em seu nariz que fez cair, ela correu para trás de mim.
-Caraca tu tá louco? - disse passando a mão no sangue escorria do nariz.
Dudu e Ricardo apareceram no sentido de separar a briga.
Ri ironicamente. -Você merecia mais!
-Isso não vai ficar assim, não vai!
Ele levantou e veio com tudo pra cima de mim, me deu dois socos, tentei desviar mas o filha da puta me acertou na boca, até que tirei meu revolver da cintura, e apontei na sua cara, chora.
-E agora mané?
Pude ver a garota e todos se assustando com meu ato, mas nem liguei.
-Cara abaixo isso. - murmurou.
-Agora tá com medinho boneca?- ri entre os dentes.
-Sério abaixa isso.
-O quê? Não ouvi.
-Tá mano, não vou mecher mas na mina não, mas tira essa porra da minha cara! - ele gritou.
Velho, o cara tava se cagando de medo, mas eu queria ver ele implorando, e acabei conseguindo.
-Meche com ela de novo, que tu vai ver o sol nascer quadrado, ou melhor nem vai! - guardei a arma ele levantou e foi embora. Voltei minha atenção para a garota que tremia as pernas só de nervoso.
-Você tá bem?
Segurei em suas mãos que tremia que nem vara verde.
-Tá louco? Como você faz uma coisa dessas? Eu estava me divertindo!
-Se divertindo? - ri debochado.
-Meu some daqui, você já estragou a nossa festinha então vai embora! - A amiga dela se ôpos na frente.
-O cara tava te assediando e você vem me dizer que tava se divertindo?
-E o que você tem haver com isso? - ela esbravejou.
-Amiga deixa, vamos embora já ta tarde mesmo.
-Verdade, vaza daqui, não é lugar pra criança não.
Ri e me virei voltando pra onde a galera tava, nem esperei ela responder, garota ingrata, além de mimada, é ingrata.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Sétimo capitulo.

Narrado pelo Luan.

Hoje eu tava com vontade de cair na noitada sem nem me preocupar com nada, teria racha de novo com a galera, eu com certeza ia correr também, me arrumei peguei minha jaqueta, óculos, chaves do carro e desci. Encontrei minha irmã se pegando na sala com aquele namoradinho dela que não me descia.
-Se é pra se comerem mesmo, pelos menos façam num lugar que ninguém ta vendo.
-Nossa tava demorando...
Ele disse se desgrudando dos braços da Bruna.
-Nossa Luan. -ela fez careta.
-Que foi?
-Nada, vai pra onde maninho? -tirou meu boné e colocou nela, pondo as mãos na cintura. -Hum, tá cheiroso.
-Sempre irresistível você quis dizer. - disse rindo, pegando meu boné de volta.
Ela riu, e puxou o mané com ela, subiram as escadas, dei uma ultima olhada pra ele, o cara quase tropeça nos degraus com medo, Bruna me repreendeu com o olhar. Sai liguei o carro e fui para o local combinado, chegando lá, fiquei com a galera, e algumas mulheres muito gostosa por sinal, resolvi me divertir, e seria com um racha pra começar bem a noite.
-Agora é minha vez! -olhei para os outros carros estacionando.
-Aposto cemzinho no Ricardo.
Marquinhos deu inicio a uma aposta, olhei para Ricardo que já ligava o carro, aceitando o desafio.
-Mano eu aposto quinhentos no branquelo do Luan. -ele pôs a mão no meu ombro rindo. - Esse cara aqui é foda!
-Ninguém aqui é pareo pra mim não moleque!
Entrei no carro, a morena se pôs na frente pra dar o sinal de partida, nos posicionamos, até que ela soltou um lenço, acelerei com tudo seria dar a volta a volta no quarteirão todo, mas a avenida que a gente tava já era quase o quarteirão por completo, pra zoar e tornar mais emocionante deixei ele um bom tempo na minha frente, as vezes acelerava e passava do carro, enquanto ele ultrapassou mais uma vez aquela brincadeira já tinha dado, era hora de cantar vitória pro bebezão aqui, faltando poucos metros para a chegada pisei no acelerador com tudo, ultrapassei ele segundo antes de atravessar a linha de chegada, falei que ia ganhar, estacionei o carro.
-Passa tudo pra cá, é tudo meu! - Dudu puxava o bolo de dinheiro de cima do capô do carro, o que conseguiu com a aposta.
-Vai dividir tudo comigo hein viado. - encostei no carro com as mãos no bolso.
-Ah vai se foder.
-T ganhou as minhas custas, e fica de graça? - franzi o cenho rindo.
-Te dou um real fechou? -ele tomou um gole da vodka rindo da minha cara.
-Enfia no cu. - disse tentando me manter sério. -Meu isso aqui tá muito parado...-olhei o movimento, tirando nosso grupinho, tinha só mais dois ali meio distante. -Cadê as nossas delicias?
-Aqui só tem marmanjo, credo.
Ricardo apareceu agarrado pela cintura com uma morena, Dudu fez uma careta, tive que rir daquilo, moleque louco vei.
-Esse aí já se arrumou né?
-Eu não perco tempo. -ele riu e beijou a morena me virei e coloquei o óculos, sentei no capô do carro, enquanto os cara bebia, Dudu contava o dinheiro,  me ergui quando vi um carro estacionando, olhei bem mais dentro, Renata e Rosie, Rosie? a filha do velho que morreu "mas o que ela fazia ali?" pensei. Merda fiquei tão pensativo que não percebi o quanto ela tava gostosa com aquele vestido, batom vermelho, cabelo solto, se bem que pra ela parecia que tava sendo uma tortura, sei lá o que, mas enfim não ia me importar muito não, tava lá pra me divertir não de segurança dos outros.

Narrado por Rosie.

Fiquei por um tempo olhando o movimento todo, nunca tinha ido num lugar desses, nem sabia que existia, a música  alta, Renata trouxe bebidas pra gente mas de primeira neguei, me apresentou aos seus amigos, não queria tocar no assunto da morte dos meus pais, tava ali para esquecer isso por um tempo, não queria que ninguém me reconhecesse. Renata parou do meu lado bebendo alguma coisa que não consegui identificar.
-E aí o que ta achando?
-Nunca tinha vindo num lugar desses antes. - olhamos juntas para os carros que aceleravam, pra amis uma corrida.
-Precisa aproveitar mais a vida hein! - ela me olhou franzindo um cenho.
"Aproveitar mais a vida." era isso que eu precisava fazer, esquecer um pouco de tudo, sempre vivo tanto a vida que meus pais me propuseram que esquecia o que realmente eu queria pra mi, meus desejos, sonhos, enfim.
-Vai lá! - apontou para um racha que ia começar.
-Lá onde? Dirigir? Tá louca Renata. - ri alto.
-Não maluca, vai dá a partida, o sinal sabe?
Confirmei com a cabeça.
-Como eu faço isso então?
-É fácil, chega lá, e quando derem o sinal você solta um lenço que eu vou te dar, e a corrida começa. -ela deu de ombros.
-Acho melhor não...
-Que não o que? - ela bebeu mais uma vez, a olhei confusa, enquanto puxou meu braço levando até onde eles estavam, ela me deu o lenço, fez sinal que ia ficar tudo bem, eu tava com a cara de tacho como sempre, mas já que era pra fazer vamos lá né.
Me posicionei, os carros já estavam aquecendo o motor, ouvi o primeiro apito, segundo, e o terceiro soltei o lenço de forma sutil, digamos que um pouco sensual. Ri da minha loucura, e voltei pra onde a Renata tava, fiquei curtindo a música, dessa vez comecei a aceitar as bebidas que ela me oferecia.

Sexto Capitulo.

Cheguei e não encontrei a Rosa, lembrei que ela tinha dito que ia no médico, fui na cozinha fiz um mixto, peguei suco de caixinha sabor laranja amava esse, e comi ali mesmo, terminei e fui para o meu quarto, dormi a tarde toda, acordei já se passava das sete horas. Meu Deus! dormi demais tinha que me arrumar, daqui a pouco Renata chegava. Não sabia o que vestir, aliás nem sabia para onde eu ia, então coloquei vestido meio rodado, que marcava a cintura, sapatilha, peguei a bolsa, deixei os cabelos soltos e desci.
-Querida você vai sair? Porque não avisou? - encontrei Rosa no meio da sala.
-Vou sai com uma amiga nada demais. - parei no espelho enorme que tinha lá e fiquei dando os últimos retoques na maquiagem enquanto ela dava mil e umas recomendações.
-É só um passeio Rosa. -disse sorrindo e um ponto final na conversa.
-Vai com os seguranças né?
-Não precisa Rosa já falei é só um passeio...
-Rosie...
-Ok já to indo, beijo. - dei-lhe um beijo na testa. - E to indo, tchau.
Bati a porta e avistei Renata no seu carro na entrada da casa, já tinha deixado avisado pro porteiro que era pra deixar ela entrar, fez sinal com a mão e entrei no carro.
-Mentira que você vai assim? - ela me olhou da cabeça aos pe´s.
-O que tem eu ir assim? - respondi confusa.
-Você vai para um racha, não a um casamento...-ela riu. - Mas como sabia que você viria assim...-virou e pegou umas sacolas no banco de trás e me entregou.- Me preparei e trouxe isso pra você vestir!
-Hã?
-Ai garota veste logo, e não tagarela.
Foi um sacrifício mas conseguir trocar de roupa dentro daquele carro, era um vestido extremamente curto, e ainda tinha o salto, não lembro de já ter me vestido assim na verdade aquela era a primeira vez.
-Agora sim. -ela pegou as minhas roupas colocou na sacola,e jogou pro banco de trás, ligando o carro.
-Tô me sentindo nua. -ri sem ânimo.
-Você tá linda, os caras lá vão ficar babando por você, carne nova né.
Realmente estava me sentindo nua, mas em comparação com Renata eu tava era bem vestida, ela tava de short curto, blusa decotada e jaqueta, o cabelo loiro dava o seu charme final.
-Opa. -ela parou o carro do nada.
-Que foi?
-Falta isso..-desarrumou um pouco meu cabelo com as mãos dando mais volume, e me dando um batom vermelho. -Passa pra fechar com a produção toda.
Ri e passei, arrumei meu cabelo, ele tinha um tom mais castanho, ondulado, perfeito.
Saímos daquela rua vazia e fomos não sabia onde era, estava muito curiosa, Renata não me dizia nada, isso foi o caminho todo, depois de meia hora por aí chegamos, era uma avenida enorme, deserta, já tinha bastante gente lá. som alto, bebendo, fumando, ela parou o carro, e eu senti que era daquilo que estava precisando.

sábado, 3 de agosto de 2013

Quinto Capitulo.

Cheguei em frente ao cemitério, e já estavam todos lá, o que digo todos: só os familiares e amigos, quando o padre terminou a missa, os caixões desceram, pude ver o desespero da filha deles, e então meu celular começou a tocar olhei no visor era o Dudu, tava atrasado, nós íamos descarregar uma carga que havíamos interceptado sai de lá e fui para o local combinado.

Narrado por Rosie.

Nunca senti, nunca tinha passado por uma dor tão grande quanto á que eu tava passando agora, ver meus pais dentro daquele caixão, mortos, era angustiante, doía demais, joguei duas rosas em cima de cada caixão, então os dois homens desceram, Rosa me olhou eu assenti para sairmos dali, não tava aguentando, esperei terminarem, e me despedi pela ultima vez. Fomos para casa, fiquei olhando aquele jardim que minha mãe tanto adorava, a casa que agora seria minha, mas não teria mais eles, cheguei sentei no sofá desolada, e um segurança ficou olhando enquanto Rosa foi pra cozinha buscar algo para beber.
-Você já pode ir James.
-A Rosa disse que a partir de hoje era pra mim não desgrudar de você.
Revirei os olhos.
-Tá tudo bem, pode me deixar sozinha um pouco?
-Ok, qualquer coisa tá espalhada por aqui. - ele movimentou o dedo, mostrando a casa, e saiu.
Subi as escadas para meu quarto, resolvi tomar um banho, deixei a água escorrer por um tempo no meu corpo e perdi a noção do tempo.
-Rosie? Querida você já tomou banho demais não?
-Já to saindo! - gritei do box, esperei um pouco, sai e vesti um roupão.
Rosa sempre foi um amor comigo, cuidou de mim desde pequena, digamos que ela é minha segunda mãe, mas vezes me sufoca com tanto carinho, ri do meu pensamento.
-Rosa você não deixa mais eu tomar banho quieta mulher. -disse indo ao closet pegar algumas roupas.
-É que não quero deixar você sozinha...
-Porque? Eu não vou fazer nada ué. -fiz eco no meu closet, com meu tom alto de voz.
-Eu sei, só quero cuidar de você...
Sai já arrumada coloquei um short, blusinha básica, ela tava arrumando a cama. Sorri em resposta, e desci com ela para o almoço, depois disso tirei a tarde pra ficar no escritório do meu pai, pensando, vendo fotos...
E um mês já tinha passado, o advogado da nossa família, tinha passado lá em casa pra falar da minha herança, e que a policia ainda não tinha achado nada sobre os culpados pela morte dos meus pais, era uma segunda feira resolvi voltar a faculdade, estudava medicina, entrei na sala e sentei no fundão já que tava perdida nas aulas e também não queria socializar, no meio da aula uma aluna nova discutia com o professor, me chamando a atenção, ela obviamente foi expulsa e saiu feliz, não se rebaixou quando ele falou sobre as roupas muito curtas dela, ela saiu por cima no final, queria saber como é se sentir assim, sempre fui tão certinha, bateu o sinal e fui atrás dela encontrei no meio do pátio, conseguir acompanhar e toquei o seu ombro.
-Oi, você foi a menina que discutiu com o professor de anatomia? - ela se virou sorrindo.
-Foi mas e dai?
-Eu adorei, queria ser assim ter pulso firme nas coisas em geral. - murmurei desanimada.
Ela soltou uma gargalhada enorme todos que estavam no patio nos olharam, não esperava aquela reação.
-E porque nunca fez?
Comprei uma Coca-Cola e sentei no banco.
-Nunca tive coragem. -soltei um sorriso sem graça.
-Tá...então o que vai fazer essa noite? - ela sentou e jogou a mochila num canto.
-Nada, por que? - dei de ombros, tomei um gole do refrigerante.
-Sei o que você tá precisando Rosei...Rosie seu nome né?
-É, é sim.
-Vi que seus pais morreram sinto muito.
Fitei ela por um tempo.
-Obrigada, mas tá tudo bem...Então o que você...Renata. -ela disse interrompendo já que não sabia seu nome. - o que tava falando mesmo?. -gesticulei com a mão.
-Topa ir num racha comigo?
-Racha?. -levantei a sobrançelha confusa, já que não fazia ideia do que ela falava.
-Você não sabe o que é? -ela riu alto, me senti a ET da situação. - Faz assim, onde eu te encontro?
-Você pode passar na minha casa as...
-Ás oito.
-Ás oito, pode ser?
-Fechado.
Passei o endereço pra ela, me despedi e fui pra casa.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Quarto capitulo.

-Narrado pelo Luan.

-No meio do caminho resolvi parar numa casa noturna onde sempre frequentava, mas tava muito parado, meio de semana dá nisso, deixei a loira que tava comigo lá e me mandei.
-Eai mãe!. - disse já me jogando no sofá cansado, ela tava vendo TV.
-Você não tem nada haver com isso não né? - ela me olhou apontando a mão que segurava o controle pra TV.
Foquei na matéria que passava "...A policia vai investigar o caso de primeira, eles não tem pistas de quem implantou a bomba no carro do ex governador do Paraná, Paulo Bittencourt, e Júlia Bittencourt que acompanhava o marido, o velório está marcado para amanhã, só para familiares e amigos, fechado para imprensa, o casal deixa uma filha de 18 anos Rosie Marie Bittencourt, voltamos ao estúdios..."  ela desligou a TV.
-Tá louca?! Claro que não!
-Luan você sabe que você tá na reta, se a policia sismar com você, já viu né?!
Ela levantou e foi pra cozinha, não sei o que ela fazia acordada aquela hora bem me esperando só pra ficar falando merda, já ia começar aquele sermão todo puta merda.
-Se liga, isso é coisa do Gustavo zé roela, que quer ser mais que eu.
-O que você sabe?. - ela parou e me olhou.
-Nada, nada...- disse subindo as escadas e indo pro meu quarto, me despi, tomei um banho, fiquei só de cueca mesmo, e me deitei ouvi batidas na porta, mas que porra.
-Caralho que é?
-Sua mãe abre.
-Me deixa, eu quero dormir pô!. - coloquei outro travesseiro na cabeça irritado.
-Você não vai dormir sem me explicar o que o Gustavo tem haver com a morte do governador!. - ela voltou a bater. - Abre isso Luan Rafael! Agora!
Ela tava disposta a ficar batendo pelo resto da vida e não ia me deixar dormir, então levantei logo abri, e a olhei com cara de poucos amigos e mostrando o quanto estava irritado, ela adentrou no interior do quarto.
-Ele provavelmente foi contratado pelo Geraldo para fazer todo esse trabalho sujo, eu tava dando umas voltas aí e assei em frente a casa dele e vi os capangas dele armando a bomba debaixo do carro.
Voltei a deitar na cama, tava cansado demais ta louco, ela ficou me olhando e caminhou até a porta.
-E você me diz isso assim?! - ela gritou incrédula.
-Queria que eu dissesse como? 
-E se alguém te viu lá, você só pode tá querendo me matar, só pode!
-Qual é mãe? Não me conhece não? saio duma parada dessa facinho...agora relaxa que ninguém viu, e ah vai dormir!
-Não fala assim comigo menino! - ela deu um tapa estalado nas minhas costas nuas.
-Ai. -resmunguei. - Tá bom dona Marizete, agora eu posso dormir quieto? - a olhei.
-Pode sim, to saindo. - me deu um beijo na testa e bateu a porta saindo.

No dia seguinte acordei com uma puta dor de cabeça e pior que hoje ainda tinha umas paradas pra resolver com os meninos, um carregamento tava chegando, levantei tomei banho, e antes de ir encontrar a galera, resolvi passar no cemitério onde seria o enterro do governador com a mulher dele, queria ver como tava as coisas, e já que me viram na casa do velho no dia. Me arrumei peguei as chaves e sai.

Terceiro Capitulo.

-Rosie!
Levantei e a olhei apreensiva.
-Mas o que foi? Que aconteceu?
-Ro-rosie seus pa-pais... - ela gaguejava.
-O que tem eles? Aconteceu alguma coisa? Me diz!
-O carro que eles estavam, querida eu sinto muito...- ela pôs a mão na cabeça e virou de costas pra mim.
-Você está me deixando preocupada, conta logo!
-O carro que eles estavam explodiu, e seus pais estão mortos. - disse sentando em um dos sofás.
Eu a olhei om cara de espanto sem acreditar no que acabei de ouvir.
-O-o que? - respondi incrédula.
-Eu sinto muito querida, eu sinto muito...-ela veio até mim. - Os seguranças chegaram contando, e eles não poderiam fazer nada, o carro explodiu na frente deles a caminho do aeroporto, sem nem chance de alguém sair vivo.
Tive a reação de sentar na poltrona, lágrimas começaram á escorrer, eu não estava acreditando parecia um pesadelo e que logo eu ia acordar.
-Isso não é verdade, isso não pode, não minha mãe não...-neguei com a cabeça, Rosa veio até mim e me abraçou, e um dos seguranças adentrou a sala.
-Rosie se acalma!
-Como você pode me pedir pra ficar calma? Meus pais estão mortos! Eu não posso acreditar nisso!
-A policia vai investigar o caso, o Paulo ficou de cuidar de tudo, não se preocupe você não está sozinha.
Me levantei e sai correndo dali, eles ameaçaram vir atrás mas fiz sinal de não, passei pela sala os outros seguranças me olhavam confusos, corri para fora da casa, me ajoelhei, eu não podia acreditar, na verdade eu não queria, como vai ser daqui pra frente? Minha mãe, meu pai, agora não tenho mais, olhei para o céu nublado procurando respostas, chorei, chorei como nunca havia chorado, comecei sentir um pouco de falta de ar, tenho esse problema quando estou nervosa demais, não sentia mais forças pra me manter em pé, quando senti minha cabeça girar e não vi mais nada.
-Ela tá acordando! ela tá acordando!
Pude ouvir a voz de Rosa bem distante, senti uma tontura que passou rápido, me sentei com dificuldade, e apoiei no espelho da cama, observei todos me olhando esperando alguma reação.
-Quem me trouxe pro meu quarto?
-Fui eu Rosie. - Eduardo um dos seguranças se manifestou. - Estava fazendo minha ronda pelo jardim e vi você chorando, e depois desmaiando aí chamei meus parceiros, Dona Rosa e trouxemos pra cá.
-Obrigada. - sorri sem graça.
-Minha querida se sente melhor?
-Digamos que sim Rosa...
Lembrei que tudo que havia acontecido não era só um pesadelo, era tudo real. Ela pegou uma das minhas mãos e assentiu para os seguranças deixar nós a sós.
-Sei que esse momento não está sendo nada fácil para você, é complicado mas você não está sozinha tá?
-Eu agradeço muito...Só que agora eu não tenho mais ninguém...eu. - lágrimas escorreram pelo meu rosto.
-Você tem a mim, sozinha você não está querida!
-Obrigada mesmo. - forcei meu melhor sorriso, limpei o rosto, então ela começou me explicar como seria as coisas, ela já tinha cuidado do velório, tudo. Deixei por conta dela afinal não tinha ânimo para cuidar disso.
Ela se despediu e eu resolvi tentar dormir, já era de madrugada, vesti meu pijama, tomei uns calmantes que ela me indicou, e depois de olhar muito pro teto, chorar mais vezes, consegui dormir.

Segundo Capitulo.


----- Narrado por Rosie. -----

Já se passava das oito horas da noite e estava me preparando psicologicamente pra ficar naquela casa sozinha por no minimo umas três semanas, quando meus pensamentos foram interrompidos com batidas forte na porta.
-Entra tá aberta.
-Oi querida. - minha mãe entrou e sentou na cama me ajeitei de confortavelmente e sentei colocando um travesseiro nas pernas.
-Oi, você devia tá arrumando as coisas da viagem. - fiz um rabo de cavalo no cabelo, e a olhei.
-Não, já tá tudo pronto, você sabe como sou. - ela riu.
-É sei sim...
-Então, vim saber se você não mudou de ideia, se ainda quer ir com a gente, ou talvez vá pra casa de alguma amiga.
-Mãe, já falei eu vou ficar bem...
-Não queria deixar você sozinha, nessa casa enorme. Mas essa viagem é muito importante para seu pai, os negócios, eu tenho que acompanhar tudo.
-Entendo, mas pode ficar relaxada senhora Júlia Bittencourt. - dei uma ênfase ao nome dela ri e continuei. - Vai ficar tudo bem.
-Tem certeza? A dona Rosa vai ficar com você aqui, e tem os seguranças...
Dona Rosa é nossa governanta.
-Me promete que qualquer coisa, por menor que seja você me liga?
-Prometo. - peguei em sua mão e sorri, queria transparecer segurança. Então meu pai apareceu na porta nos interrompendo.
-Júlia temos que ir pega o vôo, você quer atrasar? Não, então vamos.
-Já vou...- ela se virou pra mim. - Se cuida em mocinha, e cuidado hein!
Nos abraçamos e acompanhei ela até a sala, desci as escadas e já avistei meu pai e sua corja, ou melhor os acessores, secretários e afins.
-Filha sabe que papai te ama né?
-Sei pai. - disse sem ânimo.
-Mas nós temos que ir, vamos querida, se cuida Rosie. -ele veio até mim e me abraçou, depositou um beijo na minha testa, despedi deles e fui olhar pela sacada eles saindo, meu pai foi no carro dele com minha mãe, provavelmente um segurança ia trazer de volta do aeroporto, ligaram os carros, total de três e foram pelo enorme jardim, até sair pelo portão principal, agora sim estava literalmente sozinha.
-Saiba que estou aqui para o que precisar Rosie.
Me virei pra ela que me encarava sorrindo, com as empregadas.
-Obrigada Rosa.
-Vai precisar de alguma coisa...um lanche talvez.
-Não, podem ir dormir, eu vou assistir um pouco de TV, se sentir fome eu me viro.
-Então tenha uma boa noite querida.
-Boa noite, até amanhã.
Elas saíram, e subi no meu quarto peguei o meu cobertor e desci pra sala de TV, passei na cozinha antes peguei um pote de sorvete enorme, entrei e coloquei um filme d comédia e me esparramei na enorme poltrona que tinha lá, parecia mais uma cama do que poltrona mesmo, o filme era legal "O amor é cego" meio velho né? Pensei comigo, já tinha assistido tantas vezes, sabia de có até as falas dos personagens, porém sempre adorei ver-lo, digamos que ele era o meu favorito.
Acho que já estava no meio do filme, quando ouvi barulho de motor de carro chegando, e depois estacionando, deduzi que os seguranças já haviam chegado, peguei meu celular olhei as horas e já era quase dez da noite, estranhei minha mãe não ter ligado nem nada, quando me assustei com a Rosa invadindo a sala assustada.