Décimo Capitulo.
-O Ricardo é meu amigo, e o único que tá sozinho é o Luan que é amigo dele, e se ofereceu pra levar a gente.
-Que droga! - respondi nervosa.
Ela riu, e me puxou fazendo andar até eles onde eles estavam conversando.
Narrado por Luan.
Já tava pensando em ir embora mesmo. Essa noite já deu o que tinha que dar, olhei as horas no celular e passava das duas e meia da manhã, quando vi a amiga da marrentinha se aproximando da gente.-E ai Ricardo, pode me ajudar?
-Que foi? - ele olhou confuso.
-Você pode dar carona pra mim e uma amiga minha?
-O que tá rolando?
-Perdi a chave do meu carro no meio daquela confusão, e não achamos outro jeito de ir embora!
-Tá, tá mas meu carro ta cheio. - ele sorriu maliciosamente apontando com a cabeça paras as putas as mulheres que ele ia levar.
-Nossa você nunca me ajuda. -ela revirou os olhos e eu observava aquilo tudo calado.
-Relaxa, o meu parceiro ai pode levar vocês, ele ta sozinho mesmo. - riu apontando pra mim com a cabeça.
-O que? - franzi o cenho.
-Leva elas cara custa nada! Se eu não tivesse tão ocupado. - disse beijando uma loira que o acompanhava.
-Ta me vendo com cara de motorista agora?
-É Rafa leva elas custa nada. - Dudu falou rindo imitando voz de mulher.
-Olha só não precisa mais não tá! - disse brava e foi saindo.
-Beleza, eu levo!
-Já falei que não precisa mais!
-Deixa de frescura, chama logo sua amiga e vamos.
Ela bufou com raiva e foi buscar a mimadinha, enquanto eu olhava pra aqueles merda que riam da minha cara, tava com vontade de estourar os milos deles, passou um tempo elas voltaram, peguei a chave do bolso e sai, elas me acompanharam até o carro. Destravei os alarmes, e entrei. Renata entrou mas a garota resolveu implicar e ficou para batendo o pé.
-Que foi agora? - tentei manter a calma.
-Idiota, nem pra abrir a porta você serve! Onde tá seus modos? - ela abriu os braços ironicamente.
Ri alto com aquilo, Renata fez o mesmo só que mais contida, não acredito que a princesa tava esperando eu abrir a porta ela entrar? Que isso mano.
-Garota entra logo nesse carro, e deixa de piti.
-Você é um jumento mesmo! - ela abriu e sentou no banco ao meu lado cruzando os braços, ri pelo nariz e saímos dali. Renata indicou onde era sua casa, deixei ela lá, mas antes de entrar ela engatou uma conversa sem fim com a marrentinha mimada, que mais uma vez relutava porque a carona era minha. Depois de um tempo, de apertar muito a busina nervoso, ela entrou no carro.
-Você não cansa de ser grosso não? - me olhou com impaciência, liguei o carro e saímos dali não respondi e foi assim todo o trajeto o bairro dela era um pouco longe, paramos no sinal e ela ligou o rádio aumentando o volume, revirei os olhos irritado mas não falei nada, queria acabar logo com isso e ir pra casa, olhei no painel do carro e a gasolina tava acabando, andei mais um pouco até achar um posto para abastecer.
-Vou ali no café, e você não sai daqui!
Ela olhou em volta viu que só tinha nós, e o funcionário do posto abastecendo, abraçou os braços com medo e confirmou com a cabeça. Peguei meu boné coloquei pra trás e fui, peguei uma vodka, e umas outas coisas aí, mas enquanto eu esperava ser atendido, chegou duas Lamborguines do lado da minha Ferrari, vi de relance pelo vidro da porta uns caras lá dentro, dei uma nota de cem e disse pra atendente ficar com o troco, sai dali depressa, quase arrebento a porta véi, tomei um gole grande da bebida e joguei o resto longe, até que cheguei onde eles estavam.