quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Segundo Capitulo.


----- Narrado por Rosie. -----

Já se passava das oito horas da noite e estava me preparando psicologicamente pra ficar naquela casa sozinha por no minimo umas três semanas, quando meus pensamentos foram interrompidos com batidas forte na porta.
-Entra tá aberta.
-Oi querida. - minha mãe entrou e sentou na cama me ajeitei de confortavelmente e sentei colocando um travesseiro nas pernas.
-Oi, você devia tá arrumando as coisas da viagem. - fiz um rabo de cavalo no cabelo, e a olhei.
-Não, já tá tudo pronto, você sabe como sou. - ela riu.
-É sei sim...
-Então, vim saber se você não mudou de ideia, se ainda quer ir com a gente, ou talvez vá pra casa de alguma amiga.
-Mãe, já falei eu vou ficar bem...
-Não queria deixar você sozinha, nessa casa enorme. Mas essa viagem é muito importante para seu pai, os negócios, eu tenho que acompanhar tudo.
-Entendo, mas pode ficar relaxada senhora Júlia Bittencourt. - dei uma ênfase ao nome dela ri e continuei. - Vai ficar tudo bem.
-Tem certeza? A dona Rosa vai ficar com você aqui, e tem os seguranças...
Dona Rosa é nossa governanta.
-Me promete que qualquer coisa, por menor que seja você me liga?
-Prometo. - peguei em sua mão e sorri, queria transparecer segurança. Então meu pai apareceu na porta nos interrompendo.
-Júlia temos que ir pega o vôo, você quer atrasar? Não, então vamos.
-Já vou...- ela se virou pra mim. - Se cuida em mocinha, e cuidado hein!
Nos abraçamos e acompanhei ela até a sala, desci as escadas e já avistei meu pai e sua corja, ou melhor os acessores, secretários e afins.
-Filha sabe que papai te ama né?
-Sei pai. - disse sem ânimo.
-Mas nós temos que ir, vamos querida, se cuida Rosie. -ele veio até mim e me abraçou, depositou um beijo na minha testa, despedi deles e fui olhar pela sacada eles saindo, meu pai foi no carro dele com minha mãe, provavelmente um segurança ia trazer de volta do aeroporto, ligaram os carros, total de três e foram pelo enorme jardim, até sair pelo portão principal, agora sim estava literalmente sozinha.
-Saiba que estou aqui para o que precisar Rosie.
Me virei pra ela que me encarava sorrindo, com as empregadas.
-Obrigada Rosa.
-Vai precisar de alguma coisa...um lanche talvez.
-Não, podem ir dormir, eu vou assistir um pouco de TV, se sentir fome eu me viro.
-Então tenha uma boa noite querida.
-Boa noite, até amanhã.
Elas saíram, e subi no meu quarto peguei o meu cobertor e desci pra sala de TV, passei na cozinha antes peguei um pote de sorvete enorme, entrei e coloquei um filme d comédia e me esparramei na enorme poltrona que tinha lá, parecia mais uma cama do que poltrona mesmo, o filme era legal "O amor é cego" meio velho né? Pensei comigo, já tinha assistido tantas vezes, sabia de có até as falas dos personagens, porém sempre adorei ver-lo, digamos que ele era o meu favorito.
Acho que já estava no meio do filme, quando ouvi barulho de motor de carro chegando, e depois estacionando, deduzi que os seguranças já haviam chegado, peguei meu celular olhei as horas e já era quase dez da noite, estranhei minha mãe não ter ligado nem nada, quando me assustei com a Rosa invadindo a sala assustada.

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