quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Quarto capitulo.

-Narrado pelo Luan.

-No meio do caminho resolvi parar numa casa noturna onde sempre frequentava, mas tava muito parado, meio de semana dá nisso, deixei a loira que tava comigo lá e me mandei.
-Eai mãe!. - disse já me jogando no sofá cansado, ela tava vendo TV.
-Você não tem nada haver com isso não né? - ela me olhou apontando a mão que segurava o controle pra TV.
Foquei na matéria que passava "...A policia vai investigar o caso de primeira, eles não tem pistas de quem implantou a bomba no carro do ex governador do Paraná, Paulo Bittencourt, e Júlia Bittencourt que acompanhava o marido, o velório está marcado para amanhã, só para familiares e amigos, fechado para imprensa, o casal deixa uma filha de 18 anos Rosie Marie Bittencourt, voltamos ao estúdios..."  ela desligou a TV.
-Tá louca?! Claro que não!
-Luan você sabe que você tá na reta, se a policia sismar com você, já viu né?!
Ela levantou e foi pra cozinha, não sei o que ela fazia acordada aquela hora bem me esperando só pra ficar falando merda, já ia começar aquele sermão todo puta merda.
-Se liga, isso é coisa do Gustavo zé roela, que quer ser mais que eu.
-O que você sabe?. - ela parou e me olhou.
-Nada, nada...- disse subindo as escadas e indo pro meu quarto, me despi, tomei um banho, fiquei só de cueca mesmo, e me deitei ouvi batidas na porta, mas que porra.
-Caralho que é?
-Sua mãe abre.
-Me deixa, eu quero dormir pô!. - coloquei outro travesseiro na cabeça irritado.
-Você não vai dormir sem me explicar o que o Gustavo tem haver com a morte do governador!. - ela voltou a bater. - Abre isso Luan Rafael! Agora!
Ela tava disposta a ficar batendo pelo resto da vida e não ia me deixar dormir, então levantei logo abri, e a olhei com cara de poucos amigos e mostrando o quanto estava irritado, ela adentrou no interior do quarto.
-Ele provavelmente foi contratado pelo Geraldo para fazer todo esse trabalho sujo, eu tava dando umas voltas aí e assei em frente a casa dele e vi os capangas dele armando a bomba debaixo do carro.
Voltei a deitar na cama, tava cansado demais ta louco, ela ficou me olhando e caminhou até a porta.
-E você me diz isso assim?! - ela gritou incrédula.
-Queria que eu dissesse como? 
-E se alguém te viu lá, você só pode tá querendo me matar, só pode!
-Qual é mãe? Não me conhece não? saio duma parada dessa facinho...agora relaxa que ninguém viu, e ah vai dormir!
-Não fala assim comigo menino! - ela deu um tapa estalado nas minhas costas nuas.
-Ai. -resmunguei. - Tá bom dona Marizete, agora eu posso dormir quieto? - a olhei.
-Pode sim, to saindo. - me deu um beijo na testa e bateu a porta saindo.

No dia seguinte acordei com uma puta dor de cabeça e pior que hoje ainda tinha umas paradas pra resolver com os meninos, um carregamento tava chegando, levantei tomei banho, e antes de ir encontrar a galera, resolvi passar no cemitério onde seria o enterro do governador com a mulher dele, queria ver como tava as coisas, e já que me viram na casa do velho no dia. Me arrumei peguei as chaves e sai.

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