Terceiro Capitulo.
-Rosie!Levantei e a olhei apreensiva.
-Mas o que foi? Que aconteceu?
-Ro-rosie seus pa-pais... - ela gaguejava.
-O que tem eles? Aconteceu alguma coisa? Me diz!
-O carro que eles estavam, querida eu sinto muito...- ela pôs a mão na cabeça e virou de costas pra mim.
-Você está me deixando preocupada, conta logo!
-O carro que eles estavam explodiu, e seus pais estão mortos. - disse sentando em um dos sofás.
Eu a olhei om cara de espanto sem acreditar no que acabei de ouvir.
-O-o que? - respondi incrédula.
-Eu sinto muito querida, eu sinto muito...-ela veio até mim. - Os seguranças chegaram contando, e eles não poderiam fazer nada, o carro explodiu na frente deles a caminho do aeroporto, sem nem chance de alguém sair vivo.
Tive a reação de sentar na poltrona, lágrimas começaram á escorrer, eu não estava acreditando parecia um pesadelo e que logo eu ia acordar.
-Isso não é verdade, isso não pode, não minha mãe não...-neguei com a cabeça, Rosa veio até mim e me abraçou, e um dos seguranças adentrou a sala.
-Rosie se acalma!
-Como você pode me pedir pra ficar calma? Meus pais estão mortos! Eu não posso acreditar nisso!
-A policia vai investigar o caso, o Paulo ficou de cuidar de tudo, não se preocupe você não está sozinha.
Me levantei e sai correndo dali, eles ameaçaram vir atrás mas fiz sinal de não, passei pela sala os outros seguranças me olhavam confusos, corri para fora da casa, me ajoelhei, eu não podia acreditar, na verdade eu não queria, como vai ser daqui pra frente? Minha mãe, meu pai, agora não tenho mais, olhei para o céu nublado procurando respostas, chorei, chorei como nunca havia chorado, comecei sentir um pouco de falta de ar, tenho esse problema quando estou nervosa demais, não sentia mais forças pra me manter em pé, quando senti minha cabeça girar e não vi mais nada.
-Ela tá acordando! ela tá acordando!
Pude ouvir a voz de Rosa bem distante, senti uma tontura que passou rápido, me sentei com dificuldade, e apoiei no espelho da cama, observei todos me olhando esperando alguma reação.
-Quem me trouxe pro meu quarto?
-Fui eu Rosie. - Eduardo um dos seguranças se manifestou. - Estava fazendo minha ronda pelo jardim e vi você chorando, e depois desmaiando aí chamei meus parceiros, Dona Rosa e trouxemos pra cá.
-Obrigada. - sorri sem graça.
-Minha querida se sente melhor?
-Digamos que sim Rosa...
Lembrei que tudo que havia acontecido não era só um pesadelo, era tudo real. Ela pegou uma das minhas mãos e assentiu para os seguranças deixar nós a sós.
-Sei que esse momento não está sendo nada fácil para você, é complicado mas você não está sozinha tá?
-Eu agradeço muito...Só que agora eu não tenho mais ninguém...eu. - lágrimas escorreram pelo meu rosto.
-Você tem a mim, sozinha você não está querida!
-Obrigada mesmo. - forcei meu melhor sorriso, limpei o rosto, então ela começou me explicar como seria as coisas, ela já tinha cuidado do velório, tudo. Deixei por conta dela afinal não tinha ânimo para cuidar disso.
Ela se despediu e eu resolvi tentar dormir, já era de madrugada, vesti meu pijama, tomei uns calmantes que ela me indicou, e depois de olhar muito pro teto, chorar mais vezes, consegui dormir.
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