sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Nono capitulo.

Narrado por Rosie.

"Não é lugar pra criança não" repeti isso na minha cabeça, garoto debochado, tá pensando que é quem pra falar comigo desse jeito?! Estragou minha noite completamente, mas que droga, olhei para a Renata que me encarava como todos a minha volta, mas assim que me encostei no carro ao lado, passei a mão no cabelo. mais calma desviaram olhares. É, já não era mais o centro das atenções.
-Renata vamos embora, já deu. - me recompus, apesar de tá um pouco tonta.
-Fazer o que? Essas merdas resolveram estragar a noite.
Revirei os olhos com seu tom de raiva e desânimo.
-Aquele idiota!
-O Marcelo? Ele é legal, só tava bêbado, ele é louco...aliás você também tá.
Ela riu.
-Tô o que?
-Bêbada.
-Só to me divertindo e o idiota que me referi é aquele ali. - apontei com a cabeça pra ele que se divertia com a galerinha dele, ela olhou e riu também.
-Aff!
-Ai cadê seu carro? Vamos logo Renata, cansei daqui. - desencostei do carro e a olhei com impaciência.
-Tá ali, deixa eu pegar as chaves...
Avistei o carro la do outro lado, enquanto ela procurava as chaves na bolsa, andava com dificuldade, mas conseguia manter o foco, chegamos no carro e nada dela achar as benditas chaves.
-Onde tá essa merda? Ver se não tá na sua bolsa amiga!
Peguei minha bolsa, e nada da tal chave.
-Não ta aqui, ai olha de novo Renata, talvez você não procurou direito, olha o tanto de bolso que tem aí! - apontei para sua bolsa impaciente.
Ela procurou tirou todas as coisas de dentro, jogou em cima do capô do carro, e nada da chave, já estava nervosa, era só o que me faltava.
-Pronto! E agora o que fazemos?
-Deve ter caído com aquela confusão toda! - ela passou as mãos no cabelo impaciente.
-Calma, pegamos um táxi!
-Táxi? Uma hora dessas? Olha onde a gente tá Rosie!
Bufei nervosa, realmente onde a gente tava era completamente deserto.
-Espera, vou conseguir carona pra gente.
-Não! Eu vou ligar pro James, ele vai vir buscar a gente. - peguei o celular, mas estava sem bateria, pronto hoje com certeza não era minha noite.
Revirei os olhos.
-Que foi?
-Celular sem bateria. -murmurei desanimada.
Nos encostamos no carro, com cara de quem esperava um milagre.
-Ai vou ver se acho alguém para levar a gente, espera.
Assenti com a cabeça, ela saiu, fechei os olhos  sentindo um pouco da tontura, bebi demais aquilo ia me fazer muito mal no dia seguinte. Depois de uns dez minutos ela voltou sorrindo.
-Achei amiga, vão dar carona pra gente!
-Aleluia, quero ir embora logo, e o seu carro?
-Vamos, amanhã mando rebocar ele.
Ela me ajudou a andar, apoiando sua mão no meu ombro, fomos andando, não importa quem ela arranjou pra levar nós, eu queria sair dali, somente. Chegamos onde tinha umas pessoas bebendo, minha visão tava um pouco embaçada, mas quando vi era que ia levar a gente minha raiva subiu.
-Se você tivesse dito que era essa criatura que ia levar a gente, eu não tinha vindo até aqui! - puxei seu braço, ela parou e me olhou.

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