sábado, 16 de novembro de 2013

-AMIGA O QUE FOI? - gritei do banheiro, enquato me vestia rápido, acabei desistindo da roupa saindo só de short e sutiã, cheguei na cozinha e ela tentava arrumar a torneira que jorrava água que nem cachoeira, formando uma verdadeira piscina na cozinha.
-Ai socorro! - levei a mão a boca, peguei um pano que tinha ali tentando ajuda.
-Isso não tá ajudando. - ela disse desesperada.
-O que fazemos? Tá alagando tudo! - a água fazia muita pressão então era bem difícil firmar alguma coisa ali, até porque nós não tinha muita força pra segurar.
-Cara vou chamar algum vizinho pra ajudar, segura aí! - ela me deu uma toalha, ficando lá no aperto sozinha, já estava toda molhada e nada daquilo parar.

Narrado por Luan.
Ouvimos fortes batidas mas nem ligamos, tava ganhando do Dude no video game. E as batidas só aumentava me deixando irritado já.
-Cara quem é?
-E eu vou saber. - disse concentrado no jogo.
-Pausa aí, que eu vou lá deve ser a coroa.
Ele pausou e foi até a porta, bufei soltando o controle.
-Me ajuda! Minha cozinha tá alagada!
-Não brisa gatinha, como assim?
-A torneira quebrou, ta jorrando água naminha cozinha, você pode me ajudar?
Olhei curioso em direção a porta, e vi aquela amiga da patricinha que dei carona naquela noite, mas cara essa era uma delicinha também.
-Pede com jeitinho que eu vou..-.ele disse fazendo piada, e eu nunca vi cara mais palhaço que esse otário. A menina revirou os olhos irritada e eu ri.
-Nem, esquece peço pra outra pessoa!
"-RENATA ME AJUDA, SOCORRO!"
Os dois se olharam, e ela saiu correndo Dude a seguiu, me liguei que conhecia aquea voz de algum lugar, levantei indo conferir se era mesmo quem eu tava pensando. Cheguei e Dude tentava parar o fluxo da água, as duas estavam de costas observando o que ele fazia, mas quando parei o olhar naquele corpo maravilhoso, me subiu um arrepio, que coxa, que bunda, só de short e sutiã toda molhadinha, porra! Isso era demais pra mim, caçei o nome dela na mente...Rosie! Isso!
-Pronto, pronto...- Dude disse terminando de arrumar a torneira, ele pôs a mão na cintura safisfeito.
-E não é que mané mandou bem! - disse rindo, então foi aí que as duas viraram me encarando, Rosie fez cara de assustada, e quando nos olhamos tive certeza mesmo do que falei, pode ser uma chata insuportável da cozinha irritante, mas não podia negar que ela era uma puta duma gostosa.
-Ah eu vou me vestir. - disse saindo.
-Não vai, essa visão tá ótima..- sorri debochado.
-Garoto fica na sua tá?
-Ui, extressadinha é? Vamo ali que eu te acalmo rapidinho.
-Vai se ferrar! - então ela saiu, entrando em um dos quartos.
-Véi, to perdendo alguma coisa aqui? - Dude chegou do meu lado.
-Já que tá tudo concertado, vocês podem ir indo, obrigado Dude né? Então, valeu aí, mas vocês podem ir por favor. - ela apontou pra porta.
-Vem dizer obrigado assim na minha cama gatinha. - Ri ouvindo aquilo, e me retirei deixando os dois conversando á sós.
Entrei no apê pegando as chaves do carro pra ir embora, me despedi do Cadu que só acenou com a mão de tão ligado que tava naquela coisa arrumando os bagulhos da nossa entrada na boate, devia tá tão entretido que nem viu aquela confusão toda.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Quem quiser falar comigo, meu tt é @julisoca_ ...

Narrado por Rosie.
Cheguei no quarto não sei como, porque cansada do jdeito que eu tô não sei como consegui subir aqueles degraus todos, a escada era enorme, tomei um banho mega demorado vesti um pijama, e antes de deitar agradeci tanto por Rosa não ter me visto chegar, ainda mais essa hora, deitei puxando uns travesseiros fofos pra mim, meus pensamentos foram de encontro a essa noite maluca que eu passei, queria esquecer tudo que aconteceu, consequentemente o insuportável daquele garoto, esse seria o primeiro a deletar da minha cabeça e pensar que ele me ameaçou, caso contasse o que ele tinha feito, pensei um pouco, e o quanto antes esquecesse tudo isso, seria melhor.
(...)
-Rosie? Querida? - ouvi batidas na porta, agradeceria muito que a pessoa cansasse me deixasse dormir porque eu tô acabada.
-Querida, acorda! - afundei o travesseiro na cabeça mas logo reconheci a voz, então levantei abri logo aquela porta.
-Bom dia meu amor.
-Eita Rosa, mas uma você derrubava a porta hein. - ri sem ânimo voltando pra cama, ela fechou a porta e veio me acompanhando.
-Só queria avisar que você tá muito atrasada pra faculdade.
-Ai nossa esqueci completamente...- disse pondo a mão no rosto.
-O que aconteceu? Você não é de se atrasar querida? - ela tinha que me lembrar de ontem, mas ela não sabia de nada então resolvi inventar uma desculpa.
-Ah...fiquei vendo TV, e vai filme ve filme quando fui ver. Opa! Já era tarde demais. -falei com a voz mais convicente que tinha dentro de mim, ela apenas riu falando que ia me deixar sozinha, porque tinha várias coisas pra fazer.
Já que não ia mais dormir, resolvi fazer minha higiene, levantei com dificuldade da cama, não vou pra faculdade, então o que ia fazer nessa manbã linda de quinta-feira? Pensei no parque que tem aqui em Londrina coisa mais linda, pronto decidido. Vesti um short, regatinha básica um pouco maior que o short, sapatilha, terminei de me arrumar, peguei minha bolsa e desci animada. Encontrei Rosa, e a empregada colocando a mesa do café, peguei uma maça e mordi.
-Rosa vou sair, beijo.
-Ei, ei mocinha onde vai? Nem tomou café. - pôs a mão na cintura me olhando.
-Vou passear no parque.
-Toma café pelo menos, vai sair assim em jejum?
-Mas eu nem quero Rosa, como qualquer coisa no caminho. E olha. - mordi a maçã. - Qualquer coisa a maçã me salva. - ri.
-Você é doida, mas senta aí, anda senão você não sai daqui hoje. - ouvi sua voz autoritária, achei engraçado mas resolvi sentar, quando ela pôe uma coisa na cabeça tenha paciência, terminei rápido dei um beijo nela e sai.
Fui andando por aquelas ruas pouco movimentada, até que tava sendo legal mas sozinha é meio chato, resolvi ignorar meu pensamento e continuei, como o parque era pertinho logo cheguei. E confesso que tava um calor enorme, comprei um sorvete de chocolate meu preferido, sentei num banco de frente ao lago, enquanto observava aquela paisagem maravilhosa, avistei Felipe vindo até mim, ele era meu amigo dos tempos de escola, tinha um tempão que não o via, mas el tinha mudado tava mais arrumadinho, porque antes era aquele nerd que se escondia atrás de um óculos, o que fazia as garotas manterem distância. Chegou até mim tapando o sol no meu rosto e abrindo um sorriso largo.
-Rosie, você por aqui. - me puxou para um abraço.
-Oi! Quanto tempo poxa.
-Pois é, você somiu menina.
-Que nada, ainda moro na mesma casa seu bobo. - dei um soco leve em seu ombro,  sentando no banco, ele fez o mesmo.
-Besta, e aí tudo bem? Fiquei sabendo o que aconteceu com seus pais, sinto muito Rosie.
Abaixei a cabeça fitando o chão sem querer, pensar nisso ainda me abalava um pouco.
-Obrigada Fê, mas já tô bem melhor, eu acho...
-Ah, olha conta comigo pra tudo tá? - ele pegou na minha mão fazendo o olhar.
-Muito obrigada, você é um grande amigo..- sorri com aquilo, porque Felipe era um grande amigo mesmo conheço ele desde os dez ano de idade, criamos uma amizade muito forte, tenho orgulho disso.
-Sabe que eu não queria ser só um amigo seu...
-Oi? Não entendi. - fiquei  confusa, chamo ele de um grande amigo, e ele m vem com isso.
-Ah deixa pra lá, tenho que ir agora..- ele levatou fugindo do assunto, mas resolvi nem questionar.
-Mas já?
-Pois é gatinha, tô indo mesmo se cuida hein. - nos abraçamos e lhe dei um beliscão.
-E você, senhor Felipe não me chame de gatinha, porque eu detesto isso. - disse rindo e ele me soltou.
-Sua chatinha, falei pra te provocar mesmo. - por fim recebi um beijo na testa entã ele saiu, observei rindo voltando a sentar ezqueci até do meu sorvete, ai caramba. Meu celular tocou olhei no visor era Renata.
-Ei perdida!
-Oi pra você também. - ri do "perdida".
-Tudo bem?
-Tudo e com você?
-Ai eu to ferrada em um trabalho de Biologia, e bem que você poderia me ajudar né.
-Sobre o que é?
-Sabe que nem sei...tem como vir aqui no meu apê?
-Ter tem né, passo aí daqui a pouco, manda seu endereço por mensagem
-Que amiga linda eu tenho, mando sim, não demora tá? Beijo.
-Ok, beijo sua doida.
Desliguei e não demorou muito a mensagem dela chegou, era muito longe então liguei pri James vir me buscar, logo ele chegou e fomos pro apartamento de Renata.

Narrado por Luan.
Estava no MC' Donalds fazendo um lanche já que sai bem cedo se casa, marquei com os caras de ir resolver umas coisas aí, e os mané tava demorando pra caralho, irritado eu já tava e qualquer um quem me olhasse com cara de mosca morta, ou falasse um "ai"  por eu ta comendo o X-burguer tomando uma garrafinha de vodka, eu voava em cima sério...meus pensamentos foram interrompidos peo barulho do celular tocando.
-Seus merda, vocês tão aonde? - perguntei com raiva.
-Cara corre pra aqui no apê do Dude, porque vamo resolver umas paradas aqui .
-Ricardo...-tentei manter a calma já que ela tinha ido embora á muito tempo. - Filho da mãe, eu tô aqui esperando vocês á um.tempão, e agora tu me vem com essa? - nem era tanto tempo assim, marcamos ás 08:30, eu cheguei ás oito, mas mesmo assim fiquei puto.
-Mano foi mal, o Dude que inventou isso.
-Tá tá, deixa já colo aí. - desliguei na cara dele, paguei o lanche sai de lá bufando, tropeçando em algumas pessoas.
Não demorei muito já que voei com minha ferrari pekas ruas, subi e ele me atendeu com aquela cara de tosco.
-Mano, me faz mais uma dessas e tu é um bicha morto. - entrei me jogando no enorme sofá que tinha lá, Ricardo mechia no computador concentrado, Dude fechou a pirta sentando numa poltrona de frente pra mim.
-Foi mal cara, mas é que minha mãe bateu aqui, véia louca falou um monte.
Dei uma gargalhada alta.
-A bicha broxou com as broncas da véia foi? - ele me jogou uma almofada, desviei rápido.
-Vai te catar! Ela não arredava o pé, dai depois inventou de passar a tarde aqui, resolvi ficar pra arrumar o apê.
-Véi tu é mó cagão, eu hein. - fui na geladeira procurar algo pra beber. - Tem nada pra beber nessa porra não?
-Se eu tô falando que ia ficar arrumando o apê, lógico que tirei os bagulhos das bebidas daí né? - revirei os olhos e voltei pro sofá.
-Aí tá fazendo o que? - disse alto pro Cadu.
-Armando uns esquemas louco aí pra gente.
-Ih o que é? - lvantei e fui até ele, enquanto Dude mechia no celular dele.
-Tá vendo essa boate aqui? - ele apontou pra um anuncio de boate no site.
-O que tem?
-Mano é do Gustavo essa porra, e tá rendendo pra caralho!  - ele disse numa animação, entendi de primira o plano.
-Vamo partir pra cima. - disse simples, e já imaginando pegando o dinheiro todo daquela boate, mostrando mais uma vez pro Gustavo quem era o melhor.
-Partir o quê? Pizza?
Dei um tapa no Dude que chegava curioso, ele logo sacou a parada depois reclamou do tapa, cara lerdo.
-Nós cola lá sábado, que o movimento ta melhor, e se der passamos no domingo. - olhei esperando alguma outra ideia, mas eles só concordaram.
-Então é isso aí. - me joguei no sofá novamente pegando meu celular.

Narrado por Rosie.
-Renata do céu isso aqui tá difícil demais, e eu não consigo me concentrar com esse calor todo. - disse irritada me debruçando em cima do notebook, ela fava sentada do meu lado na mesa.
-Pior que o ar-condicionado daqui quebrou ontem.- ela fez uma careta.
-Não sei como você ta aguentando, vou tomar um banho, onde fica o banheiro?
-Segue o corredor, á direita. - levantei indo até lá.
-ENQUANTO ISSO, VOU FAZER LANCHE PRA GENTE!
Ouvi ela gritar, e nem entendi direito já que procurava uma toalha.
-RENATA ONDE TEM TOALHA?
-No meu quarto sua anta. - ela apareceu rindo, pegando a tolha e me entregando. Entrei, me despi e fui pro box, a água tava geladinha suspirei achando aquilo a melhor coisa do mundo, e do nada ouvi um estrondo alto vindo da cozinha.
-AAAAAAH!

Oii

"...e quando tive a visão completa de quem era meu sorriso desapareceu."
(...)
Olhei e Gustavo saia do carro, acompanhado de dois caras.
-Vejo que não estava errado, quando quis vir dá uma olhada no meu galpão. - ele disse calmo.
-Ah pena que isso não é mais possível, porque sabe, você não cuida muito bem das suas coisas...e aquele galpão já tava caindo aos pedaços concorda? - ele arqueou a sobrancelha rindo. -Então resolvi te ajudar, uma caridade de vez em quando não faz mal a ninguém.
-Consigo outros, quantos galpões eu quiser.
-Verdade, mas minha carga não. - me enconstei na ferrari, ele fez o mesmo no seu poche, os meninos escutavam tudo quieto, assim como os caras dele.
-Não me subestime Luan. - dessa vez ele riu.
-Só tô falando a verdade meu caro, a carga é minha, você não tinha nada que ficar se metendo. - minha expressão calma mudou para irritada no mesmo instante.
-Me meto onde eu quiser! Quem é você pra me dizer o que faço ou deixo de fazer seu pivete? - senti que o clime já estava ficando pesado. Dois dos caras dele se aproximaram destravando as armas.
-É melhor ficarem onde estão ou a bala vai comer aqui. - Ricardo apontou a arma pra eles.
-Ih Cadu guenta aí, essas bonequinhas não mata nem uma mosca. - provoquei e os meninos riram.
-Tá se confiando demais moleque...- ele deu uns passos até mim, parou arrumando o paletó. -Hoje estou de bom humor, mas isso não vai ficar assim, escreve o que eu to dizendo. - apontou o dedo na minha cara, ah cara folgado tratei logo de tirar.
-Rala peito daqui ô mané, porque HOJE. - dei ênfase. - Essa noite é minha!
Ficamos nos encarando por um tempo, ele deu meia volta entrando no seu carro e logo saindo com sua gangue, revirei os olhos lembrando que ainda tinha que levar a garota em casa, se fosse outro dia deixava ela ali mesmo no meio da estrada.
-Véi deu, vou pro meu apê tô caidaço de sono. -Dude disse guardando a arma indo pro carro.
-Ai, amanhã tem reunião ou nem?
-Nem sei qualquer coisa te ligo. - bateu um cansaço filho da mãe e do nada.
Cadu assentiu e foi pro seu carro partindo, Dude acelerou e os dois sairam. Entrei no meu, a garota tava com aquela cara de bunda assustada, ri com aquilo.
-Relaxa, já vou te levar pra casa. - liguri o carro saindo em alta velocidade, ela ficou me olhando mas também não respondeu, na metade do caminho perguntei onde ela morava, não queria da bandeira que já conhecia as bandas da casa dela né, não sou idiota.
Parei o carro, olhei no relógio e já se passava das 04:30 da manhã puta que pariu. Destravei as portas e ela saiu emburrada.
-De nada.
-Ah garoto ver se me erra tá legal? - parou se apoiando na janela aberta. - Olha eu só não vou dar parte de você na policia porque não quero mais problemas na minha vida.
-Nem pense em dá uma de espertinha. - disse calmo, mas ela logo entendeu o recado.
-Porque? Não me diga que...
-Isso mesmo.
-Você não seria louco, tá me ameaçando?
-Porra, entenda o que quiser, o recado tá dado.- ela pôs a mão na boca assustada, aproveitei e arranquei com o carro.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Boa leitura aí...

Cheguei e já tinha uns caminhões estacionados, onde as cargas provavelmente iam ser transportadas, mas só sai dali com ordem minha.
-Você fica aqui. -peguei meu boné coloquei e sai, quando olhei ela já tava saindo também.
-Não vou ficar aqui sozinha.
-Eu não perguntei, garota volta pro carro e não complica.
Apontei para o carro tentando manter a calma, o que já era bem difícil, mas onde a gente tava era mó breu, além da gente só tinha os meninos.
-Dane-se você! Eu já disse, naquele carro, sozinha eu não fico. - ela cruzou os braços fazendo birra.
Revirei os olhos, e lutava pra não arrebentar aquela garota ali mesmo, fiz sinal com a mão pra gente ir andando, ela soltou um sorriso vitorioso.
-Sem graçinhas ok? - ela assentiu com a cabeça ainda sorrindo. -Não fala nada, não mecha em nada.
Entrei encontrei eles olhando algumas coisas, contando os bolos de dinheiro que tinha ali.
-Fazendo a festa hein. -sorri parando na mesa olhando aquele tanto de dinheiro.
-Cara os mano do Gustavo são tudo burro. - Ricardo disse rindo pegando uma mochila, enquanto o Dude colocava uma parte dentro.
-É burro que nem o chefe deles. -Dude disse e nós caimos na risada. - Esconderam a carga aqui junto com a grana. - Ricardo sentou numa cadeira longe.
-Vocês roubaram isso?
-Olha garota você disse que ia ficar quieta. -disse irritado.
-Não falei com você, falei com eles. - ela apontou, e eles me olharam.
-Gatinha a gente só pegou o que era nosso. -Dude sentou no sofá junto com ela, olhei pro Ricardo que só ria.
-Hum...
-Satisfeita? Agora faz o favor de calar a porra da boca!
-Grosso! - fiz cara de tédio, voltando a mecher no dinheiro.
-Aí ta pegando? -Ricardo perguntou enquanto me ajudava.
-E é da tua conta mané?
-Aê o branquelo já ficou irritadinho.
-Ih Cadu, a mina é dele pode mecher não. - ouvi risadas altas mas nem me importei.
-Não sou mina de ninguém. - ela disse firme.
Virei indo colocar a mochila junto com o monte das outras que a gente tinha feito, Dude colocou o braço em volta do seu ombro, e meu esse cara só pode tá de sacanagem com a minha cara. Quando ele ia começar a falar o olhei feio, que logo entendeu o recado e quietou o facho.
-Zé roela do Gustavo perdeu. - disse rindo.
-Agora vou pegar essas azulzinhas, oncinhas e vou colocar as gatinhas pra beijar meu pé. - Cadu gritou vindo até os malotes.
-Eu to com sono seus viados.
-Por acaso tenho cara de sua cama Dude? - Dude disse, e Cadu só bocejava.
-Vamo vazar daqui já deu.
Levantei peguei minha arma, chamei a garota, que levantou vindo até a gente.
-Tudo certo né? - eles confirmaram com a cabeça, pegamos o resto das coisas, saindo e antes de entrar no carro tive uma ideia.
-Aí Cadu aquela vodka ainda ta ai?
-É tá sim...porque? -ele pegou a garrafa e me deu. - Que tu vai fazer?
-Calma que vocês já vão saber.
Me virei pra Rosie destravei o alarme mandando ela entrar no carro, depois dela entrar, peguei um esqueiro, e eles me olhavam atento, arrumei um pouco meu boné.
-Mano tu vai explodir o galpão? Esse cara é mó porra louca! - Dude disse rindo.
-Vai! bota essa merda pra queimar! -Ricardo me deu uma camisa, coloquei na garrafa, jogando-a dentro do galpão, como vi alguns galão de gasolina lá dentro logo aquilo vai virar pó.
Entramos cada um no seu carro e nos afastamos um pouco dali, deoos de uns minutos ouvi o barulho da explosão, parei no acostamento pra ver se tinha explodido tudo, e os meninos fizeram o mesmo. Ri imaginando,a cara do Gustavo vendo o galpão dele virar carvão, a carga peguei de volta, até a carga que o otário escondeu lá, meu sorriso de vitória não poderia ser maior, até ouvir barulho de carro se aproximando, olhei para os meninos que pegaram suas armas se preparando, fiz o mesmo, dois carros preto pararam atrás dos nossos, e quando tive a visão completa de quem era meu sorriso desapareceu.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Boa leitura.

-Demorou meu caro. -disse em um tom calmo.
-Sem rodeios, onde tá a minha carga? - coloquei as mãos no bolso, observeu tragar o cigarro e jogando fora.
-Ei ei, calma aí parceiro. - ele levatou as mãos rindo.
-Calma o caralho! - tirei a arma de trás apontando pra ele. - Anda! Diz logo onde tá a minha carga.
-Vamos conversar Luan, eu to aqui só cumprindo ordens. - deu de ombros.
-Gustavo, esse zé roela quer tudo que é meu!
-Chefinho não tá afim de negociar cara.
-Dane-se, eu quero a minha carga no meu galpão! - troquei a arma de mão, que o fez assustar.
-Já falei, isso você resolve com ele.
Ri pelo nariz resolvi brincar um pouco.
-Ah então seu chefinho vai gostar de saber que o trabalho dele, não ta sendo bem feito.
-Como assim? - disse confuso.
-Sabe quantos anos um crime daqule pega? - ri debochado.
-Do que você ta falando?
-Eu sei muito bem que foram vocês que armaram pro governador e a mulher dele morrer. - dei de ombros chegando perto dele.
-Você tá blefando. - ele riu.
-Paga pra ver então!
-Além do mais você não tem provas.
-Quem disse que eu não tenho? Vai meu irmão diz logo onde tá minha carga! - gritei furioso, dando um chute na sua barriga fazendo perder o folêgo, na verdade não tinha provas nenhuma, mas isso não importa.
-Tá bom, tá bom eu digo. - ele disse rendido.
-Resolveu cooperar ô mané? - dei uma coronhada na sua cabeça, ele caiu no chão desnorteado com a pancada.
-Ai cara te acalma aí, já falei que vou contar? - ergui a sobrancelha encarando. - Então, a carga o Gustavo mandou descarregar atrás desse prédio, ele vai vender tudo amanhã a noite.
Ele quis se levantar, mas o empurrei com o pé parando no seu peito, coloquei a arma apontada na cara dele.
-Pra quem? Conta.
-Eu não sei, mas ouvi uma conversa aí que pode ser pro vereador que não sei o nome.
Olhei pro lado nervoso, pensando qual dos merdas daquela cidade ia comprar a carga, na hora não veio nenhum na cabeça.
-Bom trabalho! - di um sorrisinho irônico, baixei a arma enquanto ele levantava com a mão na cabeça, onde eu tinha acertado a coronhada.
-O Gustavo vai ferrar minha vida quando souber que foi eu que abri o jogo pra você.
-Ele não vai saber.
-Como não? Se só eu sei onde a carga tá? - ele tirou um cigarro do bolso, acendeu e ficou tragando com tranquilidade.
-Não vai, aproveita esse cigarro porque é o último da sua vida. - cruzei os braços, e ele me olhou com expressão assustada.
-O que você quis dizer?
-Isso! -apontei a arma, e atirei duas vezes na sua cabeça sem tempo dele reagir, caindo pra trás, guardei a arma, coloquei o capuz em cima do boné saindo dai, desci as escadas dando de encontro com a garota que andava de um canto ao outro do corredor aflita.
-Vamos!
-O que foi aquilo? Eu ouvi tiros. - ela disse gaguejando.
-O cara atirou nele mesmo. - ri pelo nariz, andando na frente.
-Você acha que sou idiota? - senti um tranco no braço fazendo parar. - Me conta, você atirou nele não foi?
-E se for? Qual problema?
-Eu não acredito, você é um monstro como teve coragem de.matar uma pessoa? - dessa vez ela saiu andando na frente.
-Monstro? - ri irônico. - Era ele ou eu, e te confesso que ele é muito pior que eu.
-Vou embora daqui, não volto com você.
Fui atrás descendo as escadas correndo, saimos do prédio enquanto ela atravessava a rua.
-Mina presta atenção... - puxei seu braço fazendo me olhar. - Atirei nele porque ele pegou o que era meu, só antecipei o que já era bem certo na vida dele né.
Ficamos nos olhando por um tempo, até bufar nervosa colacando as mãos na cintura.
-Agora entra na porra daquele carro!
-Idiota, tenho nojo de você.
Dei uma gargalhada ao ouvir aquilo o que não me afetou em nada, voltei pro carro, entrei e ela fez o mesmo. Antes de sair liguei pro Ricardo chamar o caras e tirar a carga do galpão, dei o endereço completo, combinei de encontrar eles lá, liguei o carro cantando pneu dali.

Já estava perto de lá mesmo, parei o carro depressa e ela me olhou assustada.
-Eu vou resolver umas coisas aqui e depois te levo ok?
-Não. -ela respondeu incrédula.
-Cara, eu não vou demorar. -mantive a calma.
-Não importa, eu quero ir pra casa, se você não pode ir me deixar então tchau. - abriu a porta do carro, e saiu andando, bati a mão no volante com raiva.
-Mas essa agora!
Sai do carro e fui seguindo, ela andava rápido mesmo de salto.
-Garota volta pro carro! - berrei e ela fingiu não me ouvir. - Tá de madrugada, não tem niguém na rua, ou só se você tiver querendo ser estuprada.
Parei de querer trazer ela que já tava muito na minha frente, voltei pro carro, acelerei chegando perto, mas me ignorava com uma cara de bunda, e os braços cruzados.
-Se te verem assim vão achar que é uma prostituta.
-Não ligo.
-Entra logo nesse carro, já to perdendo a paciência!
-Eu não to nem aí, vai resolver suas coisas e me esquece! -ela gritou com raiva.
-Até que não seria uma má ideia ne...mas hoje não. - ri debochado, voltou apressar os passos se distanciando. - Você pediu.
Parei o carro, ela me olhou confusa saindo correndo de salto, porém não ia longe, nesse momento minha paciência já estava por aqui, ri pelo nariz corri alcançando-a pegando no ombro colocando de cabeça pra baixo.
-TÁ LOUCO GAROTO? ME COLOCA NO CHÃO AGORA! - socava minhas costas com tudo.
-Vou colocar, nas é dentro daquele carro.
-ISSO É RIDÍCULO, NA VERDADE VOCÊ É O RIDÍCULO DE TUDO SABIA?
-Foda-se. - abri a porta, colocando no banco com dificuldade, passei o cinto nela, dei a volta pra entrar no carro.
-Metido, idiota, estúpido, jumento. - ela distribuia tapas no meu peito, segurei em seus pulsos irritado.
-Para! já te aturei demais!
-Bom, então me leva pra casa.
-Mina, dá pra calar essa boca? Já disse vou resolver umas paradas aí depois te levo.
Ela me olhou nervosa, sem resposta, liguei o carro partindo pro tal prédio, depois de uns minutos parei em frente realmente estava tudo abandonado, tinha uns vinte andares, soltei o cinto, enquanto ela olhava o nada pela janela.
-Eu não vou demorar. - disse pegando minha arma, destravando, sai do carro.
-Você não pode me deixar aqui sozinha!
-Já falei que não vou demorar cacete! - respondi rispído, e me culpei mentalmente por ter trazido esse encosto de garota conigo, me arrependi da carona e tudo, Ricardo me paga! Ela saiu do carro e veio até mim.
-Sério, não vou ficar aqui nesse carro, num lugar super deserto. - começou a birra.
-Dez minutos eu to de volta, conta aí.
-Já disse, sozinha aqui não fico.
-Merda, então vem, mas faz o favor de ficar quieta ok?
Ela assentiu com a cabeça, entrei com ela me seguindo, quando apitou um sms no meu celular. "Sobe aqui no terréo." franzi o cenho, já imaginando quem era, depois de vários lances de escadas, finalmente cheguei no último andar me virei pra Rosie que me acompanhava apreensiva.
-Você fica aqui! Tá aqui a chave do carro. -entreguei e ela me olhava com atenção. - Qualquer coisa você mete o pé daqui, e me encontra lá no último posto que paramos, entendeu?
Balançou a cabeça positivamente, preparei minha arma, ver se tava tudo certo, coloquei atrás por bauxo da jaqueta. Terminei de subir avistando o viado do Felipe fumando no para-peito do prédio, bem que eu imaginava.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aí Luan tá comendo bem hein?! -disse Felipe o mais petulante de todos.
-Nossa que engraçado você.
Olhei de relance pra Rosie, fiz um gesto pra que não saísse do carro, enquanto conversava com eles. Pedro Júnior apareceu do nada guardando o celular no bolso, logo arregalou os olhos quando viu a garota, também com aquele decote que ela tava chamava mais atenção do que não sei o que.
-Ta pegando? Se não deixa pro papai aqui. -ele riu debochado e eu fiz o mesmo.
-Cara vai se ferrar! Mas aí o que vocês conta de bom? -cruzei os braços com calma, encostando no carro.
-Qual é brô? Acha mesmo que a gente vai te contar alguma coisa?!
-Sei lá né pensei por alto...-disse rindo.
-Tá achando que a gente é idiota Luan?
-Eu não acho, vocês são.
-Vai sonhando parceiro, vai sonhando. -Pedro Júnior se manifestou.
-Hum, vocês que sabem porque eu to sabendo dumas paradas aí, que podem botar a cabeça dos dois na reta...
-Nem vem cara quieta aí! -PJ deu de ombros, e aquela conversa já tava me cansando.
-Beleza, então vou indo. - me virei e antes de entrar no carro soltei uma piscadela o que deixaram bem confusos. Pronto.
-Me explica isso direito. -olhei Felipe tava na janela todo nervoso.
-Aqui não, sabe onde me encontrar, agora desencosta do meu carro.
Acelerei com tudo dali, e Rosie me olhava confusa, ainda abraçava os braços meio tensa, não fiz questão de explicar nada, ela também não perguntou, depois de um tempo ela voltou a ligar o rádio, não disse nada só observei, foi o trajeto todo em silêncio, quando meu celular tocou, fiquei com uma mão no volante e atendi.
-Que é?
-Velho os caras do Gustavo vieram aqui e fizeram mó limpa no galpão!
-Tá de brincadeira comigo Ricardo? - gritei irritado.
-Pior que não.
-Porra! E como vocês me deixa acontecer isso?
-Nós chegamos aqui e as cargas que pegamos essa semana já tinha sumido.
-Eu vou chegar aí e vou estourar a cabeça de vocês, esperem só!!
Minha raiva agora era tão grande, que nem percebi que avançei uns cinco sinais vermelhos, Rosie me encarava incrédula.
-Presta atenção cara, eles deixaram um bilhete dizendo que se você quiser recuperar a carga sabe onde achar. - ele disse tentando manter a calma.
-Mané bilhete! Se eles tão pensando que isso vai ficar assim, ah mas não vai mesmo! - parei o carro logo no sinal, dirigir nesse estado ainda mais com a garota do lado ia dar merda.
-É cara você tá certo.
-Falou.
Desliguei na cara dele e voltei minha atenção ao volante, fiquei martelando como aquele cara consegue ser tão filho da puta, minha raiva tava me consumindo todo agora, e quer saber? Vou atrás desses merdas, pensei logo em qual lugar eles estariam, o prédio abandonado da antiga empresa do pai do Gustavo, isso!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Décimo Capitulo.

-O Ricardo é meu amigo, e o único que tá sozinho é o Luan que é amigo dele, e se ofereceu pra levar a gente.
-Que droga! - respondi nervosa.
Ela riu, e me puxou fazendo andar até eles onde eles estavam conversando.

Narrado por Luan. 

Já tava pensando em ir embora mesmo. Essa noite já deu o que tinha que dar, olhei as horas no celular e passava das duas e meia da manhã, quando vi a amiga da marrentinha se aproximando da gente.
-E ai Ricardo, pode me ajudar?
-Que foi? - ele olhou confuso.
-Você pode dar carona pra mim e uma amiga minha?
-O que tá rolando?
-Perdi a chave do meu carro no meio daquela confusão, e não achamos outro jeito de ir embora!
-Tá, tá mas meu carro ta cheio. - ele sorriu maliciosamente apontando com a cabeça paras as putas as mulheres que ele ia levar.
-Nossa você nunca me ajuda. -ela revirou os olhos e eu observava aquilo tudo calado.
-Relaxa, o meu parceiro ai pode levar vocês, ele ta sozinho mesmo. - riu apontando pra mim com a cabeça.
-O que? - franzi o cenho.
-Leva elas cara custa nada! Se eu não tivesse tão ocupado. - disse beijando uma loira que o acompanhava.
-Ta me vendo com cara de motorista agora?
-É Rafa leva elas custa nada. - Dudu falou rindo imitando voz de mulher.
-Olha só não precisa mais não tá! - disse brava e foi saindo.
-Beleza, eu levo!
-Já falei que não precisa mais!
-Deixa de frescura, chama logo sua amiga e vamos.
Ela bufou com raiva e foi buscar a mimadinha, enquanto eu olhava pra aqueles merda que riam da minha cara, tava com vontade de estourar os milos deles, passou um tempo elas voltaram, peguei a chave do bolso e sai, elas me acompanharam até o carro. Destravei os alarmes, e entrei. Renata entrou mas a garota resolveu implicar e ficou para batendo o pé.
-Que foi agora? - tentei manter a calma.
-Idiota, nem pra abrir a porta você serve! Onde tá seus modos? - ela abriu os braços ironicamente.
Ri alto com aquilo, Renata fez o mesmo só que mais contida, não acredito que a princesa tava esperando eu abrir a porta ela entrar? Que isso mano.
-Garota entra logo nesse carro, e deixa de piti.
-Você é um jumento mesmo! - ela abriu e sentou no banco ao meu lado cruzando os braços, ri pelo nariz e saímos dali. Renata indicou onde era sua casa, deixei ela lá, mas antes de entrar ela engatou uma conversa sem fim com a marrentinha mimada, que mais uma vez relutava porque a carona era minha. Depois de um tempo, de apertar muito a busina nervoso, ela entrou no carro.
-Você não cansa de ser grosso não? - me olhou com impaciência, liguei o carro e saímos dali não respondi e foi assim todo o trajeto o bairro dela era um pouco longe, paramos no sinal e ela ligou o rádio aumentando o volume, revirei os olhos irritado mas não falei nada, queria acabar logo com isso e ir pra casa, olhei no painel do carro e a gasolina tava acabando, andei mais um pouco até achar um posto para abastecer.
-Vou ali no café, e você não sai daqui!
Ela olhou em volta viu que só tinha nós, e o funcionário do posto abastecendo, abraçou os braços com medo e confirmou com a cabeça. Peguei meu boné coloquei pra trás e fui, peguei uma vodka, e umas outas coisas aí, mas enquanto eu esperava ser atendido, chegou duas Lamborguines do lado da minha Ferrari, vi de relance pelo vidro da porta uns caras lá dentro, dei uma nota de cem e disse pra atendente ficar com o troco, sai dali depressa, quase arrebento a porta véi, tomei um gole grande da bebida e joguei o resto longe, até que cheguei onde eles estavam.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Nono capitulo.

Narrado por Rosie.

"Não é lugar pra criança não" repeti isso na minha cabeça, garoto debochado, tá pensando que é quem pra falar comigo desse jeito?! Estragou minha noite completamente, mas que droga, olhei para a Renata que me encarava como todos a minha volta, mas assim que me encostei no carro ao lado, passei a mão no cabelo. mais calma desviaram olhares. É, já não era mais o centro das atenções.
-Renata vamos embora, já deu. - me recompus, apesar de tá um pouco tonta.
-Fazer o que? Essas merdas resolveram estragar a noite.
Revirei os olhos com seu tom de raiva e desânimo.
-Aquele idiota!
-O Marcelo? Ele é legal, só tava bêbado, ele é louco...aliás você também tá.
Ela riu.
-Tô o que?
-Bêbada.
-Só to me divertindo e o idiota que me referi é aquele ali. - apontei com a cabeça pra ele que se divertia com a galerinha dele, ela olhou e riu também.
-Aff!
-Ai cadê seu carro? Vamos logo Renata, cansei daqui. - desencostei do carro e a olhei com impaciência.
-Tá ali, deixa eu pegar as chaves...
Avistei o carro la do outro lado, enquanto ela procurava as chaves na bolsa, andava com dificuldade, mas conseguia manter o foco, chegamos no carro e nada dela achar as benditas chaves.
-Onde tá essa merda? Ver se não tá na sua bolsa amiga!
Peguei minha bolsa, e nada da tal chave.
-Não ta aqui, ai olha de novo Renata, talvez você não procurou direito, olha o tanto de bolso que tem aí! - apontei para sua bolsa impaciente.
Ela procurou tirou todas as coisas de dentro, jogou em cima do capô do carro, e nada da chave, já estava nervosa, era só o que me faltava.
-Pronto! E agora o que fazemos?
-Deve ter caído com aquela confusão toda! - ela passou as mãos no cabelo impaciente.
-Calma, pegamos um táxi!
-Táxi? Uma hora dessas? Olha onde a gente tá Rosie!
Bufei nervosa, realmente onde a gente tava era completamente deserto.
-Espera, vou conseguir carona pra gente.
-Não! Eu vou ligar pro James, ele vai vir buscar a gente. - peguei o celular, mas estava sem bateria, pronto hoje com certeza não era minha noite.
Revirei os olhos.
-Que foi?
-Celular sem bateria. -murmurei desanimada.
Nos encostamos no carro, com cara de quem esperava um milagre.
-Ai vou ver se acho alguém para levar a gente, espera.
Assenti com a cabeça, ela saiu, fechei os olhos  sentindo um pouco da tontura, bebi demais aquilo ia me fazer muito mal no dia seguinte. Depois de uns dez minutos ela voltou sorrindo.
-Achei amiga, vão dar carona pra gente!
-Aleluia, quero ir embora logo, e o seu carro?
-Vamos, amanhã mando rebocar ele.
Ela me ajudou a andar, apoiando sua mão no meu ombro, fomos andando, não importa quem ela arranjou pra levar nós, eu queria sair dali, somente. Chegamos onde tinha umas pessoas bebendo, minha visão tava um pouco embaçada, mas quando vi era que ia levar a gente minha raiva subiu.
-Se você tivesse dito que era essa criatura que ia levar a gente, eu não tinha vindo até aqui! - puxei seu braço, ela parou e me olhou.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Oitavo Capitulo

Narrado por Luan.

-Meu já viu quem tá aqui?
-Quem? - arquei a sobrancelha encarando Dudu.
-A filha do governador...e vamo combinar que ela tá gostosa pra caralho!
Ele riu malicioso, voltei a olhar ela, e dessa vez tava bem mais solta, bebendo, dançando, sempre tive uma imagem dela de como a filhinha do papai, mas ali parecia outra pessoa, tava um mulherão.
-Pode crer. - respondi dando nenhuma importância a isso.
Depois de um tempo, voltei a observar ela agora dançava em cima de uma pick up com mais três garotas, os caras rodeavam ao monte, olhavam com cara de quem ir comer com os olhos, dançava, rebolava conforme a música, começou a tocar "Dont You Worry Child" , me ajeitei melhor no capô do carro enquanto revirava um gole da vodka na minha garganta, ela dançava alucinadamente, rebolava muito, tinha cara que dava tapinhas na bunda dela, eu acho que aquela ali já tava bêbada, me incomodei um pouco com a situação sei nem porque. Quando um cara começou a puxar ela, dançavam mais perto um do outro, mas quando ele propôs mais investidas, ela recuou, então ele começou a foçar-la, puxava, até que tirou lá de cima e prensou no carro, a outra amiga nem ligava, era outra bêbada também, não pensei duas vezes e fui até lá.
-Meu irmão solta ela!
Ele parou de agarra-la e me olhou ela fez o mesmo.
-Não tá vendo que a gente ta se divertindo? Ah rala daqui! - ele segurou o braço dela forte.
-Solta tá doendo!
-Cara já falei...larga ela. - alterei a voz.
-Que é? Vai fazer o que?
-Isso! - fui com tudo e dei um soco certeiro em seu nariz que fez cair, ela correu para trás de mim.
-Caraca tu tá louco? - disse passando a mão no sangue escorria do nariz.
Dudu e Ricardo apareceram no sentido de separar a briga.
Ri ironicamente. -Você merecia mais!
-Isso não vai ficar assim, não vai!
Ele levantou e veio com tudo pra cima de mim, me deu dois socos, tentei desviar mas o filha da puta me acertou na boca, até que tirei meu revolver da cintura, e apontei na sua cara, chora.
-E agora mané?
Pude ver a garota e todos se assustando com meu ato, mas nem liguei.
-Cara abaixo isso. - murmurou.
-Agora tá com medinho boneca?- ri entre os dentes.
-Sério abaixa isso.
-O quê? Não ouvi.
-Tá mano, não vou mecher mas na mina não, mas tira essa porra da minha cara! - ele gritou.
Velho, o cara tava se cagando de medo, mas eu queria ver ele implorando, e acabei conseguindo.
-Meche com ela de novo, que tu vai ver o sol nascer quadrado, ou melhor nem vai! - guardei a arma ele levantou e foi embora. Voltei minha atenção para a garota que tremia as pernas só de nervoso.
-Você tá bem?
Segurei em suas mãos que tremia que nem vara verde.
-Tá louco? Como você faz uma coisa dessas? Eu estava me divertindo!
-Se divertindo? - ri debochado.
-Meu some daqui, você já estragou a nossa festinha então vai embora! - A amiga dela se ôpos na frente.
-O cara tava te assediando e você vem me dizer que tava se divertindo?
-E o que você tem haver com isso? - ela esbravejou.
-Amiga deixa, vamos embora já ta tarde mesmo.
-Verdade, vaza daqui, não é lugar pra criança não.
Ri e me virei voltando pra onde a galera tava, nem esperei ela responder, garota ingrata, além de mimada, é ingrata.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Sétimo capitulo.

Narrado pelo Luan.

Hoje eu tava com vontade de cair na noitada sem nem me preocupar com nada, teria racha de novo com a galera, eu com certeza ia correr também, me arrumei peguei minha jaqueta, óculos, chaves do carro e desci. Encontrei minha irmã se pegando na sala com aquele namoradinho dela que não me descia.
-Se é pra se comerem mesmo, pelos menos façam num lugar que ninguém ta vendo.
-Nossa tava demorando...
Ele disse se desgrudando dos braços da Bruna.
-Nossa Luan. -ela fez careta.
-Que foi?
-Nada, vai pra onde maninho? -tirou meu boné e colocou nela, pondo as mãos na cintura. -Hum, tá cheiroso.
-Sempre irresistível você quis dizer. - disse rindo, pegando meu boné de volta.
Ela riu, e puxou o mané com ela, subiram as escadas, dei uma ultima olhada pra ele, o cara quase tropeça nos degraus com medo, Bruna me repreendeu com o olhar. Sai liguei o carro e fui para o local combinado, chegando lá, fiquei com a galera, e algumas mulheres muito gostosa por sinal, resolvi me divertir, e seria com um racha pra começar bem a noite.
-Agora é minha vez! -olhei para os outros carros estacionando.
-Aposto cemzinho no Ricardo.
Marquinhos deu inicio a uma aposta, olhei para Ricardo que já ligava o carro, aceitando o desafio.
-Mano eu aposto quinhentos no branquelo do Luan. -ele pôs a mão no meu ombro rindo. - Esse cara aqui é foda!
-Ninguém aqui é pareo pra mim não moleque!
Entrei no carro, a morena se pôs na frente pra dar o sinal de partida, nos posicionamos, até que ela soltou um lenço, acelerei com tudo seria dar a volta a volta no quarteirão todo, mas a avenida que a gente tava já era quase o quarteirão por completo, pra zoar e tornar mais emocionante deixei ele um bom tempo na minha frente, as vezes acelerava e passava do carro, enquanto ele ultrapassou mais uma vez aquela brincadeira já tinha dado, era hora de cantar vitória pro bebezão aqui, faltando poucos metros para a chegada pisei no acelerador com tudo, ultrapassei ele segundo antes de atravessar a linha de chegada, falei que ia ganhar, estacionei o carro.
-Passa tudo pra cá, é tudo meu! - Dudu puxava o bolo de dinheiro de cima do capô do carro, o que conseguiu com a aposta.
-Vai dividir tudo comigo hein viado. - encostei no carro com as mãos no bolso.
-Ah vai se foder.
-T ganhou as minhas custas, e fica de graça? - franzi o cenho rindo.
-Te dou um real fechou? -ele tomou um gole da vodka rindo da minha cara.
-Enfia no cu. - disse tentando me manter sério. -Meu isso aqui tá muito parado...-olhei o movimento, tirando nosso grupinho, tinha só mais dois ali meio distante. -Cadê as nossas delicias?
-Aqui só tem marmanjo, credo.
Ricardo apareceu agarrado pela cintura com uma morena, Dudu fez uma careta, tive que rir daquilo, moleque louco vei.
-Esse aí já se arrumou né?
-Eu não perco tempo. -ele riu e beijou a morena me virei e coloquei o óculos, sentei no capô do carro, enquanto os cara bebia, Dudu contava o dinheiro,  me ergui quando vi um carro estacionando, olhei bem mais dentro, Renata e Rosie, Rosie? a filha do velho que morreu "mas o que ela fazia ali?" pensei. Merda fiquei tão pensativo que não percebi o quanto ela tava gostosa com aquele vestido, batom vermelho, cabelo solto, se bem que pra ela parecia que tava sendo uma tortura, sei lá o que, mas enfim não ia me importar muito não, tava lá pra me divertir não de segurança dos outros.

Narrado por Rosie.

Fiquei por um tempo olhando o movimento todo, nunca tinha ido num lugar desses, nem sabia que existia, a música  alta, Renata trouxe bebidas pra gente mas de primeira neguei, me apresentou aos seus amigos, não queria tocar no assunto da morte dos meus pais, tava ali para esquecer isso por um tempo, não queria que ninguém me reconhecesse. Renata parou do meu lado bebendo alguma coisa que não consegui identificar.
-E aí o que ta achando?
-Nunca tinha vindo num lugar desses antes. - olhamos juntas para os carros que aceleravam, pra amis uma corrida.
-Precisa aproveitar mais a vida hein! - ela me olhou franzindo um cenho.
"Aproveitar mais a vida." era isso que eu precisava fazer, esquecer um pouco de tudo, sempre vivo tanto a vida que meus pais me propuseram que esquecia o que realmente eu queria pra mi, meus desejos, sonhos, enfim.
-Vai lá! - apontou para um racha que ia começar.
-Lá onde? Dirigir? Tá louca Renata. - ri alto.
-Não maluca, vai dá a partida, o sinal sabe?
Confirmei com a cabeça.
-Como eu faço isso então?
-É fácil, chega lá, e quando derem o sinal você solta um lenço que eu vou te dar, e a corrida começa. -ela deu de ombros.
-Acho melhor não...
-Que não o que? - ela bebeu mais uma vez, a olhei confusa, enquanto puxou meu braço levando até onde eles estavam, ela me deu o lenço, fez sinal que ia ficar tudo bem, eu tava com a cara de tacho como sempre, mas já que era pra fazer vamos lá né.
Me posicionei, os carros já estavam aquecendo o motor, ouvi o primeiro apito, segundo, e o terceiro soltei o lenço de forma sutil, digamos que um pouco sensual. Ri da minha loucura, e voltei pra onde a Renata tava, fiquei curtindo a música, dessa vez comecei a aceitar as bebidas que ela me oferecia.

Sexto Capitulo.

Cheguei e não encontrei a Rosa, lembrei que ela tinha dito que ia no médico, fui na cozinha fiz um mixto, peguei suco de caixinha sabor laranja amava esse, e comi ali mesmo, terminei e fui para o meu quarto, dormi a tarde toda, acordei já se passava das sete horas. Meu Deus! dormi demais tinha que me arrumar, daqui a pouco Renata chegava. Não sabia o que vestir, aliás nem sabia para onde eu ia, então coloquei vestido meio rodado, que marcava a cintura, sapatilha, peguei a bolsa, deixei os cabelos soltos e desci.
-Querida você vai sair? Porque não avisou? - encontrei Rosa no meio da sala.
-Vou sai com uma amiga nada demais. - parei no espelho enorme que tinha lá e fiquei dando os últimos retoques na maquiagem enquanto ela dava mil e umas recomendações.
-É só um passeio Rosa. -disse sorrindo e um ponto final na conversa.
-Vai com os seguranças né?
-Não precisa Rosa já falei é só um passeio...
-Rosie...
-Ok já to indo, beijo. - dei-lhe um beijo na testa. - E to indo, tchau.
Bati a porta e avistei Renata no seu carro na entrada da casa, já tinha deixado avisado pro porteiro que era pra deixar ela entrar, fez sinal com a mão e entrei no carro.
-Mentira que você vai assim? - ela me olhou da cabeça aos pe´s.
-O que tem eu ir assim? - respondi confusa.
-Você vai para um racha, não a um casamento...-ela riu. - Mas como sabia que você viria assim...-virou e pegou umas sacolas no banco de trás e me entregou.- Me preparei e trouxe isso pra você vestir!
-Hã?
-Ai garota veste logo, e não tagarela.
Foi um sacrifício mas conseguir trocar de roupa dentro daquele carro, era um vestido extremamente curto, e ainda tinha o salto, não lembro de já ter me vestido assim na verdade aquela era a primeira vez.
-Agora sim. -ela pegou as minhas roupas colocou na sacola,e jogou pro banco de trás, ligando o carro.
-Tô me sentindo nua. -ri sem ânimo.
-Você tá linda, os caras lá vão ficar babando por você, carne nova né.
Realmente estava me sentindo nua, mas em comparação com Renata eu tava era bem vestida, ela tava de short curto, blusa decotada e jaqueta, o cabelo loiro dava o seu charme final.
-Opa. -ela parou o carro do nada.
-Que foi?
-Falta isso..-desarrumou um pouco meu cabelo com as mãos dando mais volume, e me dando um batom vermelho. -Passa pra fechar com a produção toda.
Ri e passei, arrumei meu cabelo, ele tinha um tom mais castanho, ondulado, perfeito.
Saímos daquela rua vazia e fomos não sabia onde era, estava muito curiosa, Renata não me dizia nada, isso foi o caminho todo, depois de meia hora por aí chegamos, era uma avenida enorme, deserta, já tinha bastante gente lá. som alto, bebendo, fumando, ela parou o carro, e eu senti que era daquilo que estava precisando.

sábado, 3 de agosto de 2013

Quinto Capitulo.

Cheguei em frente ao cemitério, e já estavam todos lá, o que digo todos: só os familiares e amigos, quando o padre terminou a missa, os caixões desceram, pude ver o desespero da filha deles, e então meu celular começou a tocar olhei no visor era o Dudu, tava atrasado, nós íamos descarregar uma carga que havíamos interceptado sai de lá e fui para o local combinado.

Narrado por Rosie.

Nunca senti, nunca tinha passado por uma dor tão grande quanto á que eu tava passando agora, ver meus pais dentro daquele caixão, mortos, era angustiante, doía demais, joguei duas rosas em cima de cada caixão, então os dois homens desceram, Rosa me olhou eu assenti para sairmos dali, não tava aguentando, esperei terminarem, e me despedi pela ultima vez. Fomos para casa, fiquei olhando aquele jardim que minha mãe tanto adorava, a casa que agora seria minha, mas não teria mais eles, cheguei sentei no sofá desolada, e um segurança ficou olhando enquanto Rosa foi pra cozinha buscar algo para beber.
-Você já pode ir James.
-A Rosa disse que a partir de hoje era pra mim não desgrudar de você.
Revirei os olhos.
-Tá tudo bem, pode me deixar sozinha um pouco?
-Ok, qualquer coisa tá espalhada por aqui. - ele movimentou o dedo, mostrando a casa, e saiu.
Subi as escadas para meu quarto, resolvi tomar um banho, deixei a água escorrer por um tempo no meu corpo e perdi a noção do tempo.
-Rosie? Querida você já tomou banho demais não?
-Já to saindo! - gritei do box, esperei um pouco, sai e vesti um roupão.
Rosa sempre foi um amor comigo, cuidou de mim desde pequena, digamos que ela é minha segunda mãe, mas vezes me sufoca com tanto carinho, ri do meu pensamento.
-Rosa você não deixa mais eu tomar banho quieta mulher. -disse indo ao closet pegar algumas roupas.
-É que não quero deixar você sozinha...
-Porque? Eu não vou fazer nada ué. -fiz eco no meu closet, com meu tom alto de voz.
-Eu sei, só quero cuidar de você...
Sai já arrumada coloquei um short, blusinha básica, ela tava arrumando a cama. Sorri em resposta, e desci com ela para o almoço, depois disso tirei a tarde pra ficar no escritório do meu pai, pensando, vendo fotos...
E um mês já tinha passado, o advogado da nossa família, tinha passado lá em casa pra falar da minha herança, e que a policia ainda não tinha achado nada sobre os culpados pela morte dos meus pais, era uma segunda feira resolvi voltar a faculdade, estudava medicina, entrei na sala e sentei no fundão já que tava perdida nas aulas e também não queria socializar, no meio da aula uma aluna nova discutia com o professor, me chamando a atenção, ela obviamente foi expulsa e saiu feliz, não se rebaixou quando ele falou sobre as roupas muito curtas dela, ela saiu por cima no final, queria saber como é se sentir assim, sempre fui tão certinha, bateu o sinal e fui atrás dela encontrei no meio do pátio, conseguir acompanhar e toquei o seu ombro.
-Oi, você foi a menina que discutiu com o professor de anatomia? - ela se virou sorrindo.
-Foi mas e dai?
-Eu adorei, queria ser assim ter pulso firme nas coisas em geral. - murmurei desanimada.
Ela soltou uma gargalhada enorme todos que estavam no patio nos olharam, não esperava aquela reação.
-E porque nunca fez?
Comprei uma Coca-Cola e sentei no banco.
-Nunca tive coragem. -soltei um sorriso sem graça.
-Tá...então o que vai fazer essa noite? - ela sentou e jogou a mochila num canto.
-Nada, por que? - dei de ombros, tomei um gole do refrigerante.
-Sei o que você tá precisando Rosei...Rosie seu nome né?
-É, é sim.
-Vi que seus pais morreram sinto muito.
Fitei ela por um tempo.
-Obrigada, mas tá tudo bem...Então o que você...Renata. -ela disse interrompendo já que não sabia seu nome. - o que tava falando mesmo?. -gesticulei com a mão.
-Topa ir num racha comigo?
-Racha?. -levantei a sobrançelha confusa, já que não fazia ideia do que ela falava.
-Você não sabe o que é? -ela riu alto, me senti a ET da situação. - Faz assim, onde eu te encontro?
-Você pode passar na minha casa as...
-Ás oito.
-Ás oito, pode ser?
-Fechado.
Passei o endereço pra ela, me despedi e fui pra casa.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Quarto capitulo.

-Narrado pelo Luan.

-No meio do caminho resolvi parar numa casa noturna onde sempre frequentava, mas tava muito parado, meio de semana dá nisso, deixei a loira que tava comigo lá e me mandei.
-Eai mãe!. - disse já me jogando no sofá cansado, ela tava vendo TV.
-Você não tem nada haver com isso não né? - ela me olhou apontando a mão que segurava o controle pra TV.
Foquei na matéria que passava "...A policia vai investigar o caso de primeira, eles não tem pistas de quem implantou a bomba no carro do ex governador do Paraná, Paulo Bittencourt, e Júlia Bittencourt que acompanhava o marido, o velório está marcado para amanhã, só para familiares e amigos, fechado para imprensa, o casal deixa uma filha de 18 anos Rosie Marie Bittencourt, voltamos ao estúdios..."  ela desligou a TV.
-Tá louca?! Claro que não!
-Luan você sabe que você tá na reta, se a policia sismar com você, já viu né?!
Ela levantou e foi pra cozinha, não sei o que ela fazia acordada aquela hora bem me esperando só pra ficar falando merda, já ia começar aquele sermão todo puta merda.
-Se liga, isso é coisa do Gustavo zé roela, que quer ser mais que eu.
-O que você sabe?. - ela parou e me olhou.
-Nada, nada...- disse subindo as escadas e indo pro meu quarto, me despi, tomei um banho, fiquei só de cueca mesmo, e me deitei ouvi batidas na porta, mas que porra.
-Caralho que é?
-Sua mãe abre.
-Me deixa, eu quero dormir pô!. - coloquei outro travesseiro na cabeça irritado.
-Você não vai dormir sem me explicar o que o Gustavo tem haver com a morte do governador!. - ela voltou a bater. - Abre isso Luan Rafael! Agora!
Ela tava disposta a ficar batendo pelo resto da vida e não ia me deixar dormir, então levantei logo abri, e a olhei com cara de poucos amigos e mostrando o quanto estava irritado, ela adentrou no interior do quarto.
-Ele provavelmente foi contratado pelo Geraldo para fazer todo esse trabalho sujo, eu tava dando umas voltas aí e assei em frente a casa dele e vi os capangas dele armando a bomba debaixo do carro.
Voltei a deitar na cama, tava cansado demais ta louco, ela ficou me olhando e caminhou até a porta.
-E você me diz isso assim?! - ela gritou incrédula.
-Queria que eu dissesse como? 
-E se alguém te viu lá, você só pode tá querendo me matar, só pode!
-Qual é mãe? Não me conhece não? saio duma parada dessa facinho...agora relaxa que ninguém viu, e ah vai dormir!
-Não fala assim comigo menino! - ela deu um tapa estalado nas minhas costas nuas.
-Ai. -resmunguei. - Tá bom dona Marizete, agora eu posso dormir quieto? - a olhei.
-Pode sim, to saindo. - me deu um beijo na testa e bateu a porta saindo.

No dia seguinte acordei com uma puta dor de cabeça e pior que hoje ainda tinha umas paradas pra resolver com os meninos, um carregamento tava chegando, levantei tomei banho, e antes de ir encontrar a galera, resolvi passar no cemitério onde seria o enterro do governador com a mulher dele, queria ver como tava as coisas, e já que me viram na casa do velho no dia. Me arrumei peguei as chaves e sai.

Terceiro Capitulo.

-Rosie!
Levantei e a olhei apreensiva.
-Mas o que foi? Que aconteceu?
-Ro-rosie seus pa-pais... - ela gaguejava.
-O que tem eles? Aconteceu alguma coisa? Me diz!
-O carro que eles estavam, querida eu sinto muito...- ela pôs a mão na cabeça e virou de costas pra mim.
-Você está me deixando preocupada, conta logo!
-O carro que eles estavam explodiu, e seus pais estão mortos. - disse sentando em um dos sofás.
Eu a olhei om cara de espanto sem acreditar no que acabei de ouvir.
-O-o que? - respondi incrédula.
-Eu sinto muito querida, eu sinto muito...-ela veio até mim. - Os seguranças chegaram contando, e eles não poderiam fazer nada, o carro explodiu na frente deles a caminho do aeroporto, sem nem chance de alguém sair vivo.
Tive a reação de sentar na poltrona, lágrimas começaram á escorrer, eu não estava acreditando parecia um pesadelo e que logo eu ia acordar.
-Isso não é verdade, isso não pode, não minha mãe não...-neguei com a cabeça, Rosa veio até mim e me abraçou, e um dos seguranças adentrou a sala.
-Rosie se acalma!
-Como você pode me pedir pra ficar calma? Meus pais estão mortos! Eu não posso acreditar nisso!
-A policia vai investigar o caso, o Paulo ficou de cuidar de tudo, não se preocupe você não está sozinha.
Me levantei e sai correndo dali, eles ameaçaram vir atrás mas fiz sinal de não, passei pela sala os outros seguranças me olhavam confusos, corri para fora da casa, me ajoelhei, eu não podia acreditar, na verdade eu não queria, como vai ser daqui pra frente? Minha mãe, meu pai, agora não tenho mais, olhei para o céu nublado procurando respostas, chorei, chorei como nunca havia chorado, comecei sentir um pouco de falta de ar, tenho esse problema quando estou nervosa demais, não sentia mais forças pra me manter em pé, quando senti minha cabeça girar e não vi mais nada.
-Ela tá acordando! ela tá acordando!
Pude ouvir a voz de Rosa bem distante, senti uma tontura que passou rápido, me sentei com dificuldade, e apoiei no espelho da cama, observei todos me olhando esperando alguma reação.
-Quem me trouxe pro meu quarto?
-Fui eu Rosie. - Eduardo um dos seguranças se manifestou. - Estava fazendo minha ronda pelo jardim e vi você chorando, e depois desmaiando aí chamei meus parceiros, Dona Rosa e trouxemos pra cá.
-Obrigada. - sorri sem graça.
-Minha querida se sente melhor?
-Digamos que sim Rosa...
Lembrei que tudo que havia acontecido não era só um pesadelo, era tudo real. Ela pegou uma das minhas mãos e assentiu para os seguranças deixar nós a sós.
-Sei que esse momento não está sendo nada fácil para você, é complicado mas você não está sozinha tá?
-Eu agradeço muito...Só que agora eu não tenho mais ninguém...eu. - lágrimas escorreram pelo meu rosto.
-Você tem a mim, sozinha você não está querida!
-Obrigada mesmo. - forcei meu melhor sorriso, limpei o rosto, então ela começou me explicar como seria as coisas, ela já tinha cuidado do velório, tudo. Deixei por conta dela afinal não tinha ânimo para cuidar disso.
Ela se despediu e eu resolvi tentar dormir, já era de madrugada, vesti meu pijama, tomei uns calmantes que ela me indicou, e depois de olhar muito pro teto, chorar mais vezes, consegui dormir.

Segundo Capitulo.


----- Narrado por Rosie. -----

Já se passava das oito horas da noite e estava me preparando psicologicamente pra ficar naquela casa sozinha por no minimo umas três semanas, quando meus pensamentos foram interrompidos com batidas forte na porta.
-Entra tá aberta.
-Oi querida. - minha mãe entrou e sentou na cama me ajeitei de confortavelmente e sentei colocando um travesseiro nas pernas.
-Oi, você devia tá arrumando as coisas da viagem. - fiz um rabo de cavalo no cabelo, e a olhei.
-Não, já tá tudo pronto, você sabe como sou. - ela riu.
-É sei sim...
-Então, vim saber se você não mudou de ideia, se ainda quer ir com a gente, ou talvez vá pra casa de alguma amiga.
-Mãe, já falei eu vou ficar bem...
-Não queria deixar você sozinha, nessa casa enorme. Mas essa viagem é muito importante para seu pai, os negócios, eu tenho que acompanhar tudo.
-Entendo, mas pode ficar relaxada senhora Júlia Bittencourt. - dei uma ênfase ao nome dela ri e continuei. - Vai ficar tudo bem.
-Tem certeza? A dona Rosa vai ficar com você aqui, e tem os seguranças...
Dona Rosa é nossa governanta.
-Me promete que qualquer coisa, por menor que seja você me liga?
-Prometo. - peguei em sua mão e sorri, queria transparecer segurança. Então meu pai apareceu na porta nos interrompendo.
-Júlia temos que ir pega o vôo, você quer atrasar? Não, então vamos.
-Já vou...- ela se virou pra mim. - Se cuida em mocinha, e cuidado hein!
Nos abraçamos e acompanhei ela até a sala, desci as escadas e já avistei meu pai e sua corja, ou melhor os acessores, secretários e afins.
-Filha sabe que papai te ama né?
-Sei pai. - disse sem ânimo.
-Mas nós temos que ir, vamos querida, se cuida Rosie. -ele veio até mim e me abraçou, depositou um beijo na minha testa, despedi deles e fui olhar pela sacada eles saindo, meu pai foi no carro dele com minha mãe, provavelmente um segurança ia trazer de volta do aeroporto, ligaram os carros, total de três e foram pelo enorme jardim, até sair pelo portão principal, agora sim estava literalmente sozinha.
-Saiba que estou aqui para o que precisar Rosie.
Me virei pra ela que me encarava sorrindo, com as empregadas.
-Obrigada Rosa.
-Vai precisar de alguma coisa...um lanche talvez.
-Não, podem ir dormir, eu vou assistir um pouco de TV, se sentir fome eu me viro.
-Então tenha uma boa noite querida.
-Boa noite, até amanhã.
Elas saíram, e subi no meu quarto peguei o meu cobertor e desci pra sala de TV, passei na cozinha antes peguei um pote de sorvete enorme, entrei e coloquei um filme d comédia e me esparramei na enorme poltrona que tinha lá, parecia mais uma cama do que poltrona mesmo, o filme era legal "O amor é cego" meio velho né? Pensei comigo, já tinha assistido tantas vezes, sabia de có até as falas dos personagens, porém sempre adorei ver-lo, digamos que ele era o meu favorito.
Acho que já estava no meio do filme, quando ouvi barulho de motor de carro chegando, e depois estacionando, deduzi que os seguranças já haviam chegado, peguei meu celular olhei as horas e já era quase dez da noite, estranhei minha mãe não ter ligado nem nada, quando me assustei com a Rosa invadindo a sala assustada.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Primeiro Capitulo.

-Mano olha o que você fez. - Ele disse rindo.
Peguei as ferramentas do chão, e me apoiei no muro, feliz com o trabalho bem feito.
-Agora vamos ver se o governador se livra dessa.
-Ele vai é partir dessa pra melhor. - Caímos na risada, pegamos nossas mochilas saímos da mansão, como os alarmes, as câmeras já tinha sido tudo desligados, ficou mais fácil, entramos com um a alibe, desviamos a atenção dos seguranças para o outro lado da casa, e a operação toda não durou mais que dez minutos, entramos no carro que nos esperava e fomos embora.
-Tudo certo chefinho, amanhã os jornais teram um enorme furo pra dá.
Disse sentando no sofá do escritório, e Pedro sentou em seguida.
-Olha espero mesmo que dê certo, se não vocês já sabem...
Eles se entre olharam.
-Ih relaxa, que de hoje o velho não passa. - Disse Junior pegando a jaqueta, e levantando.
-Ai mané vai pra onde?
-Sai fora, nasci grudado em você não!
Junior saiu, e me virei para Gustavo que estava fumando um charuto e me olhando com cara de tacho.
-E você o que ainda faz aqui? rala o pé, vaza.
-Ué to vendo se você ainda vai precisar de mim. - dei de ombros.
-Cara vaza, agora só quero essa bomba explodir, literalmente. - Rimos do comentário, suspirei cansado, peguei minhas coisas, e fui embora.
-----------------Narrado pelo Luan-----------------
Estava em mais uma noite de curtição, curtindo um racha com a galera como de costume, e resolvi fazer barulho no bairro dos Bittencourt mas só de zoeira mesmo, passei em frente da casa e avistei uma cena um tanto quanto estranha, dois capangas do Gustavo pulando o muro da mansão do governador, parei o carro na esquina e fui ver o que eles aprontavam. Cheguei mais perto e consegui me apoiar numas caixas que estavam jogadas lá e enfim pulei o muro sem ser visto fui com calma, e avistei eles chegando no carro principal, o de uso pessoal do governador, tirando umas ferramentas da mochila e se apoiando no carro, "Onde estavam as porras dos seguranças daquela casa?" pensei comigo, mas não me importei, fiquei de tocaia vendo um deles deve ser o Pedro armando uma espécie de bomba e colocando em baixo do carro o outro riu.
Fizeram piadinhas, e depois arrumaram as coisas e saíram, me escorei atrás duma fonte do jardim e nenhum deles me viu, quando certifiquei que eles tinham saído, fui olhar de perto, me agachei e constatei mesmo que era uma bomba e já programada.
- Mano que isso?!
Resolvi desarmar ela, mas quando ia começar uma droga de segurança me viu, e avisou o outro, saí correndo consegui pular o muro depressa enquanto eles ainda abriam o portão principal cheguei liguei meu carro e cantei pneu dali.
Meu, ultrapassei vários sinais vermelhos, tava nem aí o que eu queria era distancia daquela casa, o trabalho sujo era do Gustavo,e com certeza aquilo vai dá merda, se eu ficasse ali por mais tempo capaz de colocarem a culpa toda em cima de mim aí eu danço.
Voltei pra onde a galera ficou, cheguei peguei meu óculos, jaqueta e sai, tentei não aparentar nada.
-Onde você se enfiou brother? Perdeu maior corrida aqui o cara virou o carro, mano foi louco! - disse todo animado.
Lá vem a porra do Dudu me enxer o saco, não to com paciência pra isso.
-Tive um problema com o carro. - respondi rispído.
-O carro tu ganhou do mané do Julinho, obvio que só vai dar problemas!. - sentei no capô do carro enquanto o local estava rodeado de mulher, tudo puta, uns zé roelas filho de papai cheirando drogas, e a música alta, pisquei para uma loira que passava e ela veio até mim, chegou mordiscou minha orelha, que até arrepiou rapaz.
-O cara é doideira mesmo.
-Aí cara hoje eu quero me esbaldar!! - ele jogou as mãos para o alto, e acabou respigando bebida em mim.
-Ô cuidado porra.
-Foi mal princesa. - disse rindo.
-vai te catar, quer saber? - ele me olhou - To cansado, vou vazar...
-Ah mas já bebê? - a loira me olhou toda manhosa.
-Já, mas você vai junto.
Sorri e di um tapa estalado no seu bumbum, ela soltou um sorriso malicioso.
-Já ganhou os presentinhos da noite, então a criança vai dormir, normal.
-Tá engraçadinho hoje hein? - peguei uma das garrafas e arremessei no mané que desviou.
-Quase tá precisando acertar a mira em Luan. - ele riu deitando no capô do seu carro.
Desci de cima do carro, fui me despedi da galera, a loira me acompanhava, bebi mais um gole da garrafa que tava com ela,e joguei fora, passei a mão no ombro dela e relaxei.
-Falou cara.
Fizemos um toque nosso, coisa antiga.
-Aí mano até amanhã. - bati na aba do boné dele e sai, peguei as chaves do carro desliguei o alarme e entrei logo em seguida a loira também e cantei pneu dali.

Sinopse.


As vezes por mais que a gente seja aparentemente forte, a vida teima em te pregar peças, então você cai, suas forças parecem todas sumir, você não acha uma base, para se reerguer, está sozinha e é forçada a encarar a vida de uma outra forma, até que surge alguém que leva a vida como diversão, sentimentos não existem, ou melhor não tem lugar pra eles...E um acontecimento acaba mudando a vida dos dois, eles acabam se aproximando por razões do destino, Luan e Rosie: ela se ver cada vez mais presa nele, e ele não sabe viver sem ela, ele é frio, e ambicioso, ela é romântica e possessiva, se isso vai dar certo?...veremos.