terça-feira, 12 de novembro de 2013

Boa leitura aí...

Cheguei e já tinha uns caminhões estacionados, onde as cargas provavelmente iam ser transportadas, mas só sai dali com ordem minha.
-Você fica aqui. -peguei meu boné coloquei e sai, quando olhei ela já tava saindo também.
-Não vou ficar aqui sozinha.
-Eu não perguntei, garota volta pro carro e não complica.
Apontei para o carro tentando manter a calma, o que já era bem difícil, mas onde a gente tava era mó breu, além da gente só tinha os meninos.
-Dane-se você! Eu já disse, naquele carro, sozinha eu não fico. - ela cruzou os braços fazendo birra.
Revirei os olhos, e lutava pra não arrebentar aquela garota ali mesmo, fiz sinal com a mão pra gente ir andando, ela soltou um sorriso vitorioso.
-Sem graçinhas ok? - ela assentiu com a cabeça ainda sorrindo. -Não fala nada, não mecha em nada.
Entrei encontrei eles olhando algumas coisas, contando os bolos de dinheiro que tinha ali.
-Fazendo a festa hein. -sorri parando na mesa olhando aquele tanto de dinheiro.
-Cara os mano do Gustavo são tudo burro. - Ricardo disse rindo pegando uma mochila, enquanto o Dude colocava uma parte dentro.
-É burro que nem o chefe deles. -Dude disse e nós caimos na risada. - Esconderam a carga aqui junto com a grana. - Ricardo sentou numa cadeira longe.
-Vocês roubaram isso?
-Olha garota você disse que ia ficar quieta. -disse irritado.
-Não falei com você, falei com eles. - ela apontou, e eles me olharam.
-Gatinha a gente só pegou o que era nosso. -Dude sentou no sofá junto com ela, olhei pro Ricardo que só ria.
-Hum...
-Satisfeita? Agora faz o favor de calar a porra da boca!
-Grosso! - fiz cara de tédio, voltando a mecher no dinheiro.
-Aí ta pegando? -Ricardo perguntou enquanto me ajudava.
-E é da tua conta mané?
-Aê o branquelo já ficou irritadinho.
-Ih Cadu, a mina é dele pode mecher não. - ouvi risadas altas mas nem me importei.
-Não sou mina de ninguém. - ela disse firme.
Virei indo colocar a mochila junto com o monte das outras que a gente tinha feito, Dude colocou o braço em volta do seu ombro, e meu esse cara só pode tá de sacanagem com a minha cara. Quando ele ia começar a falar o olhei feio, que logo entendeu o recado e quietou o facho.
-Zé roela do Gustavo perdeu. - disse rindo.
-Agora vou pegar essas azulzinhas, oncinhas e vou colocar as gatinhas pra beijar meu pé. - Cadu gritou vindo até os malotes.
-Eu to com sono seus viados.
-Por acaso tenho cara de sua cama Dude? - Dude disse, e Cadu só bocejava.
-Vamo vazar daqui já deu.
Levantei peguei minha arma, chamei a garota, que levantou vindo até a gente.
-Tudo certo né? - eles confirmaram com a cabeça, pegamos o resto das coisas, saindo e antes de entrar no carro tive uma ideia.
-Aí Cadu aquela vodka ainda ta ai?
-É tá sim...porque? -ele pegou a garrafa e me deu. - Que tu vai fazer?
-Calma que vocês já vão saber.
Me virei pra Rosie destravei o alarme mandando ela entrar no carro, depois dela entrar, peguei um esqueiro, e eles me olhavam atento, arrumei um pouco meu boné.
-Mano tu vai explodir o galpão? Esse cara é mó porra louca! - Dude disse rindo.
-Vai! bota essa merda pra queimar! -Ricardo me deu uma camisa, coloquei na garrafa, jogando-a dentro do galpão, como vi alguns galão de gasolina lá dentro logo aquilo vai virar pó.
Entramos cada um no seu carro e nos afastamos um pouco dali, deoos de uns minutos ouvi o barulho da explosão, parei no acostamento pra ver se tinha explodido tudo, e os meninos fizeram o mesmo. Ri imaginando,a cara do Gustavo vendo o galpão dele virar carvão, a carga peguei de volta, até a carga que o otário escondeu lá, meu sorriso de vitória não poderia ser maior, até ouvir barulho de carro se aproximando, olhei para os meninos que pegaram suas armas se preparando, fiz o mesmo, dois carros preto pararam atrás dos nossos, e quando tive a visão completa de quem era meu sorriso desapareceu.

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