Já estava perto de lá mesmo, parei o carro depressa e ela me olhou assustada.
-Eu vou resolver umas coisas aqui e depois te levo ok?
-Não. -ela respondeu incrédula.
-Cara, eu não vou demorar. -mantive a calma.
-Não importa, eu quero ir pra casa, se você não pode ir me deixar então tchau. - abriu a porta do carro, e saiu andando, bati a mão no volante com raiva.
-Mas essa agora!
Sai do carro e fui seguindo, ela andava rápido mesmo de salto.
-Garota volta pro carro! - berrei e ela fingiu não me ouvir. - Tá de madrugada, não tem niguém na rua, ou só se você tiver querendo ser estuprada.
Parei de querer trazer ela que já tava muito na minha frente, voltei pro carro, acelerei chegando perto, mas me ignorava com uma cara de bunda, e os braços cruzados.
-Se te verem assim vão achar que é uma prostituta.
-Não ligo.
-Entra logo nesse carro, já to perdendo a paciência!
-Eu não to nem aí, vai resolver suas coisas e me esquece! -ela gritou com raiva.
-Até que não seria uma má ideia ne...mas hoje não. - ri debochado, voltou apressar os passos se distanciando. - Você pediu.
Parei o carro, ela me olhou confusa saindo correndo de salto, porém não ia longe, nesse momento minha paciência já estava por aqui, ri pelo nariz corri alcançando-a pegando no ombro colocando de cabeça pra baixo.
-TÁ LOUCO GAROTO? ME COLOCA NO CHÃO AGORA! - socava minhas costas com tudo.
-Vou colocar, nas é dentro daquele carro.
-ISSO É RIDÍCULO, NA VERDADE VOCÊ É O RIDÍCULO DE TUDO SABIA?
-Foda-se. - abri a porta, colocando no banco com dificuldade, passei o cinto nela, dei a volta pra entrar no carro.
-Metido, idiota, estúpido, jumento. - ela distribuia tapas no meu peito, segurei em seus pulsos irritado.
-Para! já te aturei demais!
-Bom, então me leva pra casa.
-Mina, dá pra calar essa boca? Já disse vou resolver umas paradas aí depois te levo.
Ela me olhou nervosa, sem resposta, liguei o carro partindo pro tal prédio, depois de uns minutos parei em frente realmente estava tudo abandonado, tinha uns vinte andares, soltei o cinto, enquanto ela olhava o nada pela janela.
-Eu não vou demorar. - disse pegando minha arma, destravando, sai do carro.
-Você não pode me deixar aqui sozinha!
-Já falei que não vou demorar cacete! - respondi rispído, e me culpei mentalmente por ter trazido esse encosto de garota conigo, me arrependi da carona e tudo, Ricardo me paga! Ela saiu do carro e veio até mim.
-Sério, não vou ficar aqui nesse carro, num lugar super deserto. - começou a birra.
-Dez minutos eu to de volta, conta aí.
-Já disse, sozinha aqui não fico.
-Merda, então vem, mas faz o favor de ficar quieta ok?
Ela assentiu com a cabeça, entrei com ela me seguindo, quando apitou um sms no meu celular. "Sobe aqui no terréo." franzi o cenho, já imaginando quem era, depois de vários lances de escadas, finalmente cheguei no último andar me virei pra Rosie que me acompanhava apreensiva.
-Você fica aqui! Tá aqui a chave do carro. -entreguei e ela me olhava com atenção. - Qualquer coisa você mete o pé daqui, e me encontra lá no último posto que paramos, entendeu?
Balançou a cabeça positivamente, preparei minha arma, ver se tava tudo certo, coloquei atrás por bauxo da jaqueta. Terminei de subir avistando o viado do Felipe fumando no para-peito do prédio, bem que eu imaginava.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
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