sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Boa leitura.

-Demorou meu caro. -disse em um tom calmo.
-Sem rodeios, onde tá a minha carga? - coloquei as mãos no bolso, observeu tragar o cigarro e jogando fora.
-Ei ei, calma aí parceiro. - ele levatou as mãos rindo.
-Calma o caralho! - tirei a arma de trás apontando pra ele. - Anda! Diz logo onde tá a minha carga.
-Vamos conversar Luan, eu to aqui só cumprindo ordens. - deu de ombros.
-Gustavo, esse zé roela quer tudo que é meu!
-Chefinho não tá afim de negociar cara.
-Dane-se, eu quero a minha carga no meu galpão! - troquei a arma de mão, que o fez assustar.
-Já falei, isso você resolve com ele.
Ri pelo nariz resolvi brincar um pouco.
-Ah então seu chefinho vai gostar de saber que o trabalho dele, não ta sendo bem feito.
-Como assim? - disse confuso.
-Sabe quantos anos um crime daqule pega? - ri debochado.
-Do que você ta falando?
-Eu sei muito bem que foram vocês que armaram pro governador e a mulher dele morrer. - dei de ombros chegando perto dele.
-Você tá blefando. - ele riu.
-Paga pra ver então!
-Além do mais você não tem provas.
-Quem disse que eu não tenho? Vai meu irmão diz logo onde tá minha carga! - gritei furioso, dando um chute na sua barriga fazendo perder o folêgo, na verdade não tinha provas nenhuma, mas isso não importa.
-Tá bom, tá bom eu digo. - ele disse rendido.
-Resolveu cooperar ô mané? - dei uma coronhada na sua cabeça, ele caiu no chão desnorteado com a pancada.
-Ai cara te acalma aí, já falei que vou contar? - ergui a sobrancelha encarando. - Então, a carga o Gustavo mandou descarregar atrás desse prédio, ele vai vender tudo amanhã a noite.
Ele quis se levantar, mas o empurrei com o pé parando no seu peito, coloquei a arma apontada na cara dele.
-Pra quem? Conta.
-Eu não sei, mas ouvi uma conversa aí que pode ser pro vereador que não sei o nome.
Olhei pro lado nervoso, pensando qual dos merdas daquela cidade ia comprar a carga, na hora não veio nenhum na cabeça.
-Bom trabalho! - di um sorrisinho irônico, baixei a arma enquanto ele levantava com a mão na cabeça, onde eu tinha acertado a coronhada.
-O Gustavo vai ferrar minha vida quando souber que foi eu que abri o jogo pra você.
-Ele não vai saber.
-Como não? Se só eu sei onde a carga tá? - ele tirou um cigarro do bolso, acendeu e ficou tragando com tranquilidade.
-Não vai, aproveita esse cigarro porque é o último da sua vida. - cruzei os braços, e ele me olhou com expressão assustada.
-O que você quis dizer?
-Isso! -apontei a arma, e atirei duas vezes na sua cabeça sem tempo dele reagir, caindo pra trás, guardei a arma, coloquei o capuz em cima do boné saindo dai, desci as escadas dando de encontro com a garota que andava de um canto ao outro do corredor aflita.
-Vamos!
-O que foi aquilo? Eu ouvi tiros. - ela disse gaguejando.
-O cara atirou nele mesmo. - ri pelo nariz, andando na frente.
-Você acha que sou idiota? - senti um tranco no braço fazendo parar. - Me conta, você atirou nele não foi?
-E se for? Qual problema?
-Eu não acredito, você é um monstro como teve coragem de.matar uma pessoa? - dessa vez ela saiu andando na frente.
-Monstro? - ri irônico. - Era ele ou eu, e te confesso que ele é muito pior que eu.
-Vou embora daqui, não volto com você.
Fui atrás descendo as escadas correndo, saimos do prédio enquanto ela atravessava a rua.
-Mina presta atenção... - puxei seu braço fazendo me olhar. - Atirei nele porque ele pegou o que era meu, só antecipei o que já era bem certo na vida dele né.
Ficamos nos olhando por um tempo, até bufar nervosa colacando as mãos na cintura.
-Agora entra na porra daquele carro!
-Idiota, tenho nojo de você.
Dei uma gargalhada ao ouvir aquilo o que não me afetou em nada, voltei pro carro, entrei e ela fez o mesmo. Antes de sair liguei pro Ricardo chamar o caras e tirar a carga do galpão, dei o endereço completo, combinei de encontrar eles lá, liguei o carro cantando pneu dali.

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