quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Oii

"...e quando tive a visão completa de quem era meu sorriso desapareceu."
(...)
Olhei e Gustavo saia do carro, acompanhado de dois caras.
-Vejo que não estava errado, quando quis vir dá uma olhada no meu galpão. - ele disse calmo.
-Ah pena que isso não é mais possível, porque sabe, você não cuida muito bem das suas coisas...e aquele galpão já tava caindo aos pedaços concorda? - ele arqueou a sobrancelha rindo. -Então resolvi te ajudar, uma caridade de vez em quando não faz mal a ninguém.
-Consigo outros, quantos galpões eu quiser.
-Verdade, mas minha carga não. - me enconstei na ferrari, ele fez o mesmo no seu poche, os meninos escutavam tudo quieto, assim como os caras dele.
-Não me subestime Luan. - dessa vez ele riu.
-Só tô falando a verdade meu caro, a carga é minha, você não tinha nada que ficar se metendo. - minha expressão calma mudou para irritada no mesmo instante.
-Me meto onde eu quiser! Quem é você pra me dizer o que faço ou deixo de fazer seu pivete? - senti que o clime já estava ficando pesado. Dois dos caras dele se aproximaram destravando as armas.
-É melhor ficarem onde estão ou a bala vai comer aqui. - Ricardo apontou a arma pra eles.
-Ih Cadu guenta aí, essas bonequinhas não mata nem uma mosca. - provoquei e os meninos riram.
-Tá se confiando demais moleque...- ele deu uns passos até mim, parou arrumando o paletó. -Hoje estou de bom humor, mas isso não vai ficar assim, escreve o que eu to dizendo. - apontou o dedo na minha cara, ah cara folgado tratei logo de tirar.
-Rala peito daqui ô mané, porque HOJE. - dei ênfase. - Essa noite é minha!
Ficamos nos encarando por um tempo, ele deu meia volta entrando no seu carro e logo saindo com sua gangue, revirei os olhos lembrando que ainda tinha que levar a garota em casa, se fosse outro dia deixava ela ali mesmo no meio da estrada.
-Véi deu, vou pro meu apê tô caidaço de sono. -Dude disse guardando a arma indo pro carro.
-Ai, amanhã tem reunião ou nem?
-Nem sei qualquer coisa te ligo. - bateu um cansaço filho da mãe e do nada.
Cadu assentiu e foi pro seu carro partindo, Dude acelerou e os dois sairam. Entrei no meu, a garota tava com aquela cara de bunda assustada, ri com aquilo.
-Relaxa, já vou te levar pra casa. - liguri o carro saindo em alta velocidade, ela ficou me olhando mas também não respondeu, na metade do caminho perguntei onde ela morava, não queria da bandeira que já conhecia as bandas da casa dela né, não sou idiota.
Parei o carro, olhei no relógio e já se passava das 04:30 da manhã puta que pariu. Destravei as portas e ela saiu emburrada.
-De nada.
-Ah garoto ver se me erra tá legal? - parou se apoiando na janela aberta. - Olha eu só não vou dar parte de você na policia porque não quero mais problemas na minha vida.
-Nem pense em dá uma de espertinha. - disse calmo, mas ela logo entendeu o recado.
-Porque? Não me diga que...
-Isso mesmo.
-Você não seria louco, tá me ameaçando?
-Porra, entenda o que quiser, o recado tá dado.- ela pôs a mão na boca assustada, aproveitei e arranquei com o carro.

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